A Denza, braço de luxo da BYD, inaugurou neste sábado sua primeira concessionária no Rio de Janeiro, a terceira no Brasil, em meio aos recentes investimentos da chinesa no país. A marca, que chegou oficialmente no final de 2025, já está presente em Brasília e em São Paulo, e pretende se consolidar no mercado de carros de luxo, chegando a 22 unidades em todo o país até o fim de 2026.
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Com foco em competir com marcas premium como Porsche e Mercedes, oferecendo modelos híbridos e elétricos de alto desempenho, a Denza trouxe para o Brasil dois modelos da sua nova geração de carros elétricos, o sedã esportivo Z9 GT e o SUV híbrido B5. Em meados do ano, a marca oferecerá também a minivan de luxo D9.
Em fevereiro já foram vendidas 124 unidades do SUV B5 no país, de forma que o modelo chegou à 7ª posição no ranking geral brasileiro do segmento premium. No mesmo mês, a Denza alcançou a 4ª posição no ranking das marcas premium no Rio de Janeiro, ficando à frente de nomes tradicionais do mercado, como Porsche, Audi, Volvo e Lexus.
— O desempenho da Denza desde a sua estreia no Brasil vem superando as nossas expectativas mais otimistas. Os brasileiros abraçaram a nossa visão de uma experiência automotiva contemporânea e, justamente por isso, a nossa operação no país teve resultados tão relevantes nos últimos meses — disse Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD nas Américas e Europa, que esteve presente no evento de inauguração da unidade no Rio.
A executiva esteve no Brasil nos últimos dias para participar de anúncios de investimentos para as operações da empresa no país, incluindo o aporte de R$ 300 milhões para a construção de centro de pesquisa e pista de testes no Rio.
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No Rio, as operações da Denza serão realizadas a partir do Grupo AGO, conhecido por comercializar veículos de luxo no Brasil, sendo o primeiro a vender modelos da Mercedes-Benz no país.
— A Denza não vai brigar com Mercedez, BMW ou Porsche no luxo, mas sim disputar em tecnologia, nossa câmera vai girar, nosso carro vai pular, entrar debaixo d’água. E o jovem hoje é bem tecnológico. Então a gente achou que as duas coisas se completam, temos o luxo e a tecnologia. E parece que acertamos, nem abrimos a revenda e já temos 50 automóveis vendidos — disse Isaac Nachbar, diretor do Grupo AGO.
Segundo Pablo Toledo, diretor de comunicação da BYD, por enquanto os carros da Denza ainda estão sendo importados da China, mas a pretenção é começar a fabricá-los também na fábrica da empresa em Camaçari, na Bahia. Ele destaca que faz parte dos planos da chinesa investir cada vez mais no Brasil, saindo das atuais 210 concessionárias e chegando a 300 até o fim de 2026.
— A BYD está agora com uma operação muito acelerada no Brasil por causa da fábrica de Camaçari, então a ideia é chegar a 300 lojas e continuar acelerando nosso caminho para estar entre as três maiores marcas do país até 2028 e liderar até 2030.
Segundo ele, em 2022, quando começaram as operações da BYD no Brasil, a marca vendeu 260 veículos, número que foi se multiplicando nos anos seguintes, chegando a 17 mil em 2023, 76 mil em 2024, e encerrando 2025 com mais de 112 mil unidades vendidas. Para 2026, a expectativa é chegar pelo menos ao dobro.
Em fevereiro deste ano, o modelo popular Dolphin Mini foi o carro mais vendido do varejo no Brasil, com 4.094 unidades emplacadas, sendo a primeira vez que um carro elétrico conquista este posto.

