BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Quem ganhar em Minas ganha o Brasil. Mas como ganhar em Minas?

BRCOM by BRCOM
março 30, 2026
in News
0
O presidente Lula e os ministros Margareth Menezes (Cultura), Camilo Santana (Educação) e Rui Costa (Casa Civil) — Foto: Cristiano Mariz

Este texto é da newsletter de Thomas Traumann, enviada toda segunda-feira de manhã com uma análise do cenário político na semana que se inicia. Para ler antes da publicação on-line, direto no seu e-mail, clique aqui para se inscrever.

Oi, hoje escrevo sobre Minas Gerais, o estado que possivelmente vai decidir a eleição para presidente, assim como faz desde 1955. Em Minas, no entanto, Lula e Flávio Bolsonaro ainda são coadjuvantes de uma disputa completamente aberta para o governo local. Populista e popular, o senador Cleitinho Azevedo é a chave desta eleição.

Nesta newsletter, mostro como Flávio Bolsonaro foi aos EUA pedir ajuda ao governo Trump em troca de promessas de alinhamento em caso de vitória. E como o biógrafo do presidente Lula, Fernando Moraes, descreve o nascimento do Mensalão. Boa leitura!

  1. Quem ganhar em Minas ganha o Brasil. Mas como ganhar em Minas?
  2. Flávio Bolsonaro chama Trump
  3. Problemas no vestiário
  4. Crítica: “Lula – Volume 2” e o nascimento do Mensalão
  5. O país dos endividados
  6. Traçando a linha
  7. O polvo
  8. Não é só Brasília
  9. Fique atento

Conteúdo:

Toggle
  • 1. Quem ganhar em Minas ganha o Brasil. Mas como ganhar em Minas?
  • 2.Flávio Bolsonaro chama Trump
  • 3. Problemas no vestiário
  • 4. Crítica: ‘Lula – Volume 2’ e o nascimento do Mensalão
  • 5. O país dos endividados
      • Quem ganhar em Minas ganha o Brasil. Mas como ganhar em Minas?

1. Quem ganhar em Minas ganha o Brasil. Mas como ganhar em Minas?

Quem sabe para onde vão os corações e mentes dos eleitores mineiros ou está mentindo ou está mal-informado. Segundo maior colégio eleitoral, com 11% dos votos nacionais, Minas é o enigma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tentarão desvendar para vencer as eleições de outubro. Desde 1955, todos os presidentes eleitos no voto popular também ganharam em Minas, mas hoje o debate para a eleição local de governador está tão intenso que Lula e Flávio Bolsonaro são meros coadjuvantes.

A própria identidade dos verdadeiros protagonistas, os candidatos a governador, é um mistério. Líder disparado de todas as pesquisas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) trafega numa faixa eleitoral que combina voto de protesto, o antipetismo dos bolsonaristas e a defesa lulista dos mais pobres. Talentoso no uso das redes sociais, com feeling para apoiar pautas populares, não se importando se elas são de direita ou esquerda, Cleitinho é um outsider. Sem apoio de outros partidos, Cleitinho dá sinais contraditórios sobre sua candidatura. “Hoje eu sou candidato, tenho mais de 30% das intenções de voto. Mas hoje é hoje. Só preciso resolver em julho”, Cleitinho me disse na terça-feira, dia 24. No mesmo dia, postou no Instagram uma promessa de anular a apreensão de veículos por dívidas de IPVA.

Os demais pré-candidatos fazem seus cálculos eleitorais com ou sem a presença de Cleitinho, que, segundo as pesquisas locais, teria presença certa num segundo turno. “A eleição de Minas não vai ser entre o candidato do Lula e o candidato da família Bolsonaro. Vai ser sobre Minas”, afirmou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). Candidato de Lula em 2022, Kalil guarda ressentimentos do presidente, que agora tenta convencê-lo a apoiar o senador Rodrigo Pacheco. “Não existe isso de um candidato com 20% apoiar outro que tem 5%. Hoje a eleição de Minas está entre dois loucos, o Cleitinho e eu. Só que quando tem um buraco na estrada, eu sou o louco que tapa o buraco. O Cleitinho é o que pula dentro dele”.

Lula tenta convencer o cauteloso Rodrigo Pacheco a ser candidato de uma chapa apoiada pelo PT. É uma ironia. Oito anos atrás, Pacheco derrotou Dilma Rousseff para o Senado na onda do antipetismo, mas se tornou persona non grata do bolsonarismo por não ter sido cúmplice da tentativa de impichar ministros do STF para facilitar a vitória de Jair Bolsonaro em 2022. Até dezembro, Pacheco era o preferido do Senado para ser ministro do STF. Montar o palanque de Lula em Minas, possivelmente pelo PSB, parece ser o pedágio para uma futura indicação.

A candidata ao Senado da chapa de Pacheco será a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). Se Kalil não aceitar a oferta lulista, os acordos locais podem chegar ao ponto em que o PT mineiro apoie a candidatura do antigo arqui-inimigo Aécio Neves (PSDB). O mundo dá voltas. Em Minas, ele capota.

Dois personagens são fundamentais para entender os bastidores da eleição em Minas. Ex-governador de Minas e candidato a presidente, Romeu Zema (Novo) sofre pressão de parte da sua legenda para aceitar ser o vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Lula venceria em Minas se Zema for candidato, segundo as pesquisas. Se a direita se unir, no entanto, o jogo muda.

O segundo eixo é o deputado Nikolas Ferreira (PL), o mais eficiente político digital do país. Nikolas quer que Flávio Bolsonaro apoie o governador Matheus Simões (PSD) e pressione o Republicanos a vetar a candidatura de Cleitinho.

Vice-governador por sete anos e governador há uma semana, Matheus Simões briga com o desconhecimento e os índices de um dígito nas pesquisas. Na semana passada, Simões começou um programa de capital itinerante que inclui levar secretários estaduais a 19 cidades do interior em 100 dias. Num estado com 853 municípios, o poder da máquina do governo estadual é imenso, ainda mais com Romeu Zema e Nikolas Ferreira no palanque.

Em um clássico texto publicado na revista “O Cruzeiro” em 1957, Guimarães Rosa (1908-67) proclamou “Minas Gerais é muitas. São, pelo menos, várias Minas”. Fazendo divisa com seis outros estados, com um terço de seus municípios incluídos na Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), Minas é um Brasil em miniatura. Tem regiões pobres como o Vale do Jequitinhonha e a exuberância do agro no Triângulo Mineiro e políticos comedidos, como Tancredo Neves, e mercuriais, como Itamar Franco. Como escreveu Rosa, “de Minas, tudo é possível. (…) de seus homens políticos, por exemplo, veem-se atitudes por vezes imprevisíveis e desconcertantes; que não serão anômalas, senão antes marcas de sua coerência profunda — a única verdadeiramente com valibilidade e eficácia”.

Minas já votou majoritariamente por Juscelino Kubistchek, Jânio Quadros, Fernando Collor, FHC, FHC, Lula, Lula, Dilma, Dilma, Bolsonaro e Lula de novo. Quem entender as várias Minas, pode ganhar o Brasil em 2026.

2.Flávio Bolsonaro chama Trump

O senador Flávio Bolsonaro quer trazer o presidente norte-americano Donald Trump para a campanha brasileira. No sábado (28), no convescote do Maga (“Make America Great Again”, o slogan trumpista), no Texas, Flávio Bolsonaro pediu para que os EUA “apliquem pressão diplomática” para que as eleições brasileiras sejam “baseadas em valores de origem americana”. Em discurso na Conferência para Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), Flávio Bolsonaro afirmou que “o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”.

Para Flávio Bolsonaro, existe uma correlação direta entre sua candidatura e os interesses dos EUA. “O Trump 2.0 está sendo muito melhor do que o Trump 1.0, certo? Bem, o Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. Mas a América também terá seu aliado de volta. Brasil e América foram feitos um para o outro. Compartilhamos os mesmos valores judaico-cristãos e temos o que o mundo precisa. A América precisa de cadeias de suprimentos seguras para materiais críticos, um parceiro confiável no hemisfério e um mercado massivo para bens e serviços norte-americanos”.

Esvaziada pela primeira ausência de Donald Trump em uma década, a CPAC teve repercussão baixa na mídia americana pela divisão da base do Maga sobre a guerra no Irã.

No Texas, Flávio Bolsonaro assumiu a paternidade da proposta do Departamento de Estado dos EUA de qualificar as facções PCC e CV como organizações terroristas, abrindo brechas para sanções comerciais às empresas brasileiras e, no limite, a interferência militar norte-americana no país. Em julho do ano passado, quando Trump impôs o tarifaço ao Brasil, Flávio Bolsonaro disse que o país deveria ceder porque “nós não estamos em condições de exigir nada por parte do governo Trump; ele vai fazer o que ele quiser, independente da nossa vontade”.

Ser tão abertamente trumpista é um risco eleitoral. Pesquisa Genial/Quaest no início da guerra no Irã mostrou que apenas 38% dos brasileiros têm imagem positiva dos EUA. Eram 58% na posse de Trump, em fevereiro de 2025. A imagem negativa é de 48%. O eventual apoio de Trump a Flávio Bolsonaro aumentaria em 33% a possibilidade de os eleitores votarem em Lula.

O presidente Lula e os ministros Margareth Menezes (Cultura), Camilo Santana (Educação) e Rui Costa (Casa Civil) — Foto: Cristiano Mariz

3. Problemas no vestiário

A derrota do Brasil para a França no amistoso de quinta-feira (26) deixa uma dúvida: o que está mais desorganizado, o meio-campo da seleção brasileira ou a coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula?

Os assessores de Lula estavam satisfeitos até a semana passada. Haviam conseguido que o presidente concordasse em bloquear parte da sua agenda para se despedir dos quase 20 ministros que deixam seus cargos para serem candidatos em outubro. Na segunda-feira (23), deu certo, com Lula se encontrando com o ministro do Desenvolvimento Agrário que sai, Paulo Teixeira, e sua substituta, Fernanda Machiavelli. Na terça, Lula tinha que resolver os problemas do diesel. Na quarta, viajou para o interior de São Paulo. Na quinta, foi a Anápolis (GO) e Niterói (RJ). Na sexta-feira, a base governista no Congresso tomou um baile na CPI do INSS e Lula teve de intervir. No meio-tempo, ele soube que o senador Otto Alencar (PSD) recusou assumir a Secretaria de Relações Institucionais e a vaga de Gleisi Hoffmann segue aberta. O saldo é que nesta terça-feira (31), Lula promove uma reunião geral com ministros que entram e ministros que saem. Vai faltar cadeiras para tanta gente.

O ritmo de “vai tocando e depois a gente vê” é paralisante. O governo não tem ainda planos de contenção para as consequências econômicas da guerra no Irã, as campanhas publicitárias atrasaram por divergências da Secretaria de Comunicação com a Advocacia-Geral da União, o governo perdeu a batalha no debate sobre a regulação dos trabalhadores de aplicativos e o caso Master segue machucando mais Lula do que os amigos de Daniel Vorcaro no PP, União Brasil e PL. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro faz campanha sem sofrer ataque.

Na derrota para a França, o técnico Carlo Ancelotti tinha a desculpa dos vários desfalques. No caso do governo, a desorganização parece ser responsabilidade do próprio técnico.

Como diagnosticou o biógrafo Fernando Moraes à repórter Adriana Negreiros, do UOL, o entorno do presidente é formado por quem só diz “sim”. “Não há gente nova dizendo não para o Lula. Essa geração nova que chegou ao PT tem nele uma figura muito reverencial. Esse povo não conviveu com o Lula em porta de fábrica, e sim com o Lula presidente da República, o que já dificulta um pouco dizer: ‘Meu caro, você está errado’”, diz Fernando Moraes.

4. Crítica: ‘Lula – Volume 2’ e o nascimento do Mensalão

Biografar uma personalidade viva é se equilibrar na corda bamba sem rede de proteção. Autor de biografias impressionantes de Assis Chateaubriand e Olga Benário, o jornalista Fernando Moraes encarna o desafio pela segunda vez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O resultado, pela segunda vez, está aquém da complexidade do personagem.

“Lula – Volume 2” (Companhia das Letras; 352 páginas; Livro: R$ 89,90; e-book: R$39,90) cobre a transformação do Lula com os cacoetes do líder sindical em líder político desde a eleição para deputado constituinte em 1986, as derrotas para presidente em 1989, 1994 e 1998, até a vitória em 2002. O retrato deste segundo volume é um Lula mal-humorado e dono de uma sensação premonitória de que a vitória era uma questão de tempo.

O ponto alto do livro é o breve relato sobre as tensas negociações para que senador José Alencar fosse vice de Lula em 2002, que incluíram um acordo para que o PL recebesse um quarto das contribuições de campanha do PT para financiar a eleição dos seus deputados.

Pouco antes do primeiro turno de 2002, relata Fernando Moraes, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi ao comitê eleitoral cobrar a fatura do tesoureiro do PT, Delúbio Soares. O tesoureiro disse que não tinha recebido ainda as contribuições, mas que um publicitário mineiro chamado Marcos Valério o apresentara aos donos dos bancos Rural e BMG. Os bancos haviam se oferecido a emprestar dinheiro para o PT, que pagaria com as contribuições de campanha. Como Valdemar tinha pressa, Delúbio sugeriu que Valdemar pegasse um empréstimo como o empresário Lúcio Funaro, e que depois o PT pagaria. Um mês depois, Delúbio fez a mesma proposta de apoio político por pagamentos de dívida de campanha ao então presidente do PTB, Roberto Jefferson.

Três anos depois Valdemar Costa Neto, Delúbio Soares, Marcos Valério, Roberto Jefferson, Lúcio Funaro e os bancos BMG e Rural seriam o núcleo do escândalo do Mensalão.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em sua primeira reunião com os secretários da pasta após assumir o cargo — Foto: Washington Costa/MF
O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em sua primeira reunião com os secretários da pasta após assumir o cargo — Foto: Washington Costa/MF

5. O país dos endividados

Por ordem do presidente Lula, o Ministério da Fazenda estuda criar um novo Desenrola, o programa lançado no primeiro ano do governo que refinanciou as dívidas de 15 milhões de brasileiros com concessionárias de serviço público. Uma novidade agora seria o uso de fundos públicos como garantias para os bancos, uma forma de reduzir os juros. Outra possibilidade mais heterodoxa, defendida por ministros como Gleisi Hoffmann, seria limitar os juros do cartão de crédito. Na reunião da semana passada em que o tema foi levantado, um economista alertou para a possibilidade de as empresas cancelarem os cartões dos inadimplentes, jogando milhões de pessoas para fora do sistema bancário e piorando ainda mais o humor popular com o governo Lula.

Não há muito espaço de manobra. Em 2020, o governo Bolsonaro limitou o cheque especial em 8% ao mês. Em 2023, o Desenrola limitou as taxas do crédito rotativo do cartão de crédito em 100% do valor original. Foram gotas no oceano.

O Brasil é um país de endividados. Desde junho do ano passado, a parcela da renda das famílias comprometida com dívidas bancárias subiu de 27,2% para 29,2%. Relatório do Banco Central mostrou que 40 milhões de brasileiros estão com contas atrasadas no cartão de crédito, pagando as taxas do rotativo de 14,81% no primeiro mês. Nos bancos, há 37 milhões de clientes no vermelho (não se deve somar os dois números porque muitas vezes eles se sobrepõem).

Isso sem contar o volume gasto nas apostas on-line e nas várias modalidades de jogos do tigrinho. Segundo estimativa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), quase 18 milhões de brasileiros gastam R$ 38,8 bilhões anualmente com apostas on-line.

Apesar de apresentar números macroeconômicos bons de emprego, renda e inflação, o governo Lula segue com aprovação estagnada. Recorte da pesquisa Genial/Quaest de março mostra que 53% dos brasileiros afirmam que a sua renda não está acompanhando a alta dos preços. A percepção de perda de poder de compra no último ano é majoritária em todas as classes sociais, sem distinção de gênero, idade, escolaridade e região. É pelo excesso de dívidas que a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, que o governo previa ser o ponto de virada da eleição, não melhorou em nada os índices de Lula.

Desde o seu primeiro governo, Lula apostou no consumo como motor do crescimento. E o consumo se baseava no crédito. Lançado um ano atrás, o programa de crédito consignado acumulou apenas R$ 84 bilhões em novos contratos, abaixo da meta que o governo imaginava chegar apenas nos primeiros três meses. Além dos problemas técnicos da Dataprev, até hoje o governo Lula não regulamentou o uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, que seria uma das vantagens do programa. Embora estejam abaixo dos absurdos 7,52% no primeiro mês do cheque especial e dos 14,81% do atraso no cartão de crédito, os juros cobrados nos empréstimos do consignado privado são altos. A média é 3,85% ao mês, segundo pesquisa do Banco Central. Para comparar: os juros do consignado da previdência eram de 1,81% e os dos servidores públicos 1,79%.

Em relatório, o departamento de economia do Bradesco correlacionou a estagnação no consumo dos últimos meses com o aumento das dívidas. Desde junho do ano passado, a massa salarial aumentou 2,4% em termos reais, mas a renda extra não afetou o consumo. No mesmo período, o comprometimento da renda das famílias com dívidas avançou quase dois pontos percentuais, para 29,2% da renda das famílias.

O julgamento que derrubou a decisão do ministro André Mendonça de ordenar a prorrogação da CPMI do INSS é uma prévia da resistência que o caso Master enfrentará no Supremo Tribunal Federal. A postura dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes indica que o ambiente será hostil a Mendonça e às eventuais delações de Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel e seu parceiro de negócios da Reag, João Carlos Mansur, caso elas envolvam o STF.*

As investigações internas do Banco Central sobre os tentáculos de Daniel Vorcaro sugerem que o número de envolvidos não cabe nos dedos de uma mão.

O sistema político brasileiro está podre, mas as investigações sobre propinas na secretaria de Fazenda de São Paulo mostram que o mundo privado também precisa de depuração. Investigadas num esquema bilionário de fraudes na liberação de créditos de ICMS, as empresas Carrefour, Kalunga, Casas Bahia e Caoa se juntam a Ultrafarma, Fastshop e, por óbvio, o Banco Master numa espiral do capitalismo de compadrio.

  • A guerra no Irã entra na quinta semana.
  • Termina nesta segunda-feira (30), o prazo para os governadores responderem à proposta do governo Lula de um subsídio conjunto para o diesel importado. Mesmo se não houver unanimidade, o governo vai editar uma medida provisória garantindo um subsídio mínimo de R$ 0,60 por litro importado.
  • O presidente do STF, ministro Edson Fachin, deve definir nesta segunda-feira a data do julgamento presencial sobre as regras da eleição para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, o ministro do STF Cristiano Zanin manteve o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, no exercício do governo até o julgamento, que deve ser marcado para depois da Páscoa.
  • Na terça-feira (31), o presidente Lula faz uma reunião ministerial com os ministros que entram e os que saem. Até lá terá de arranjar um congressista para assumir a Secretaria de Relações Institucionais. Sondando, o senador Otto Alencar (PSD) recusou a oferta.
  • Também na terça, o PSD deve anunciar Ronaldo Caiado como seu candidato a presidente.
  • O Ministério da Fazenda deve anunciar a antecipação do pagamento de R$ 44,9 bilhões de precatórios.
  • No pior emprego do mundo, Dario Durigan apresenta ao presidente Lula até quarta-feira (1) projeto para minimizar os efeitos do endividamento crônico dos brasileiros.
  • Num acordo mediado pelo BNDES, o governo Lula edita uma medida provisória para um empréstimo de R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica para minimizar o aumento da conta de luz. A manobra de adiar aumentos de luz em anos eleitorais já ocorreu com Dilma Rousseff, em 2014, e Jair Bolsonaro, em 2022.
  • Com a trégua de Donald Trump estendida até a Páscoa, o governo vai priorizar operações contra o abuso de preços nos postos de combustíveis. Desde o início da guerra no Irã, o preço médio do diesel subiu 24%.
  • A janela partidária termina na sexta (3). O PL vai voltar a ter mais de 100 deputados, reflexo do otimismo com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
  • Vence no sábado (4) o prazo para que governadores deixem os cargos caso queiram disputar outras funções em 2026. É o fim do sonho da candidatura de Tarcísio de Freitas.

Quem ganhar em Minas ganha o Brasil. Mas como ganhar em Minas?

Previous Post

‘Foi ali que entendi o que era ser atriz’

Next Post

‘Teórico da conspiração’ suspeito de assassinar dois policiais é morto após sete meses em fuga na Austrália

Next Post
O policial sênior Vadim De Waart e o detetive Neal Thompson foram identificados como os policiais mortos em agosto de 2025 — Foto: Polícia de Victoria

'Teórico da conspiração' suspeito de assassinar dois policiais é morto após sete meses em fuga na Austrália

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.