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Lindemberg Alves deixa Tremembé e é transferido para o presídio de Potim

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abril 22, 2026
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Lindemberg Alves e a ex-namorada Eloá Pimentel — Foto: Arquivo Pessoal

Após mais de uma década cumprindo pena na Penitenciária de Tremembé, Lindemberg Alves, 39 anos, foi o mais recente preso de notoriedade a ser transferido para a unidade de Potim. Ele deixou o presídio pela manhã, em um camburão da polícia, no chamado bonde, e já se encontra na nova unidade. Antes dele, também foram transferidos de Tremembé nomes como Thiago Brennand e o ex-jogador Robinho.

A transferência ocorre dentro de um movimento mais amplo de reorganização do sistema prisional paulista, que vem esvaziando Tremembé, historicamente conhecido por concentrar presos famosos. A estratégia busca redistribuir esses detentos por outras unidades, reduzindo a exposição midiática e evitando a formação de um núcleo de presos de alta notoriedade em um único presídio.

Lindemberg foi condenado a 39 anos de prisão pelo sequestro, cárcere privado e assassinato da ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos. Em outubro de 2008, ele invadiu o apartamento da adolescente, em Santo André, e a manteve refém por mais de 100 horas, em um dos casos criminais mais acompanhados da história recente do país.

Lindemberg Alves e a ex-namorada Eloá Pimentel — Foto: Arquivo Pessoal

Durante o sequestro, outros jovens também foram feitos reféns, e a amiga Nayara Rodrigues chegou a deixar o local, mas retornou durante as negociações e voltou a ser mantida sob ameaça. No desfecho, pouco antes da invasão da Polícia Militar, Lindemberg atirou contra as duas. Nayara sobreviveu, mas Eloá foi baleada e morreu.

Em Tremembé, Lindemberg já estava completamente adaptado à rotina carcerária. No regime semiaberto, passou a ter direito às saídas temporárias em datas como Natal, Ano Novo, Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa e Dia das Crianças, além de trabalhar e estudar. Mesmo assim, se envolveu em um episódio de indisciplina dentro da unidade. Em 2020, protagonizou uma briga com o companheiro de cela, motivada por uma mulher, em que ambos ficaram feridos e precisaram de atendimento médico, o que levou à abertura de procedimento disciplinar e ao isolamento preventivo. A tal mulher seria irmã de um colega de cela e visitava a cadeia todos os finais de semana.

Apesar de ter direito às saídas temporárias, Lindemberg vive essas breves passagens pela rua com pavor. Fora dos muros da prisão, teme ser morto, seja por integrantes do submundo do crime, seja por possíveis desafetos criados ao longo dos anos. O maior fantasma atende por um nome: Everaldo Pereira dos Santos, o “Amarelo”, pai de Eloá, ex-policial militar e com histórico ligado à criminalidade violenta, que vive justamente na mesma região para onde Lindemberg se dirige durante as saidinhas. A coincidência geográfica transformou o benefício legal em fonte constante de angústia. Para circular, ele recorre a disfarces, com capuz, óculos escuros e máscara, tentando evitar ser reconhecido.

Apesar de ter assassinado uma adolescente e ferido outra, Lindemberg passou a receber uma avalanche de cartas românticas na penitenciária. Durante um único ano, foram mais de mil mensagens enviadas por admiradoras de todo o Brasil, muitas delas jovens, fascinadas pela notoriedade que ele alcançou durante o cerco policial transmitido pela TV.

Vaidoso, o assassino contou ao psiquiatra forense Leandro Gavinier que passava os dias lendo cada carta, avaliando qual remetente poderia se tornar sua próxima namorada. O critério era inusitado: escolhia sempre as que demonstravam menor expectativa de futuro. Segundo ele, depois de um relacionamento sufocante e cheio de cobranças com Eloá, buscava algo sem projeções, leve e sem pressão. Entre 2012 e 2013, engatou um namoro com uma dessas admiradoras, que chegou a obter um atestado de união estável para visitá-lo regularmente na prisão. Mas a relação não resistiu: com uma pena longa a cumprir, Lindemberg diz que a jovem perdeu a paciência de esperar.

O novo perfil amoroso de Lindemberg encontrou respaldo no laudo psicológico produzido em Tremembé. Em 24 de junho de 2022, a psicóloga Mônica Evelyn Thiago aplicou o teste de Rorschach, técnica que investiga aspectos profundos da personalidade a partir da interpretação de manchas de tinta. O resultado apontou imaturidade emocional, dependência afetiva e tendência à fuga da realidade. Lindemberg era voltado para si mesmo, demonstrava pouca empatia e apresentava resistência a figuras de autoridade. Tinha dificuldade para lidar com expectativas, sentimentos alheios e exigências práticas da vida. Suas ações eram instáveis, os vínculos frágeis e a expressão emocional bloqueada. Ansioso e introspectivo, possuía julgamento comprometido por uma subjetividade intensa. Falava com frequência do medo do pai de Eloá. Paradoxalmente, Lindemberg era um assassino que se sentia mais seguro dentro da cadeia do que fora dela.

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