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Diretor-geral da PF diz que retirou credenciais de agente dos EUA por 'reciprocidade'

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abril 22, 2026
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Diretor-geral da PF diz que retirou credenciais de agente dos EUA por 'reciprocidade'


O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira à GloboNews que retirou as credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos que atua no Brasil. A medida ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que o Brasil adotaria a reciprocidade caso seja constatado abuso do governo Donald Trump em retirar dos EUA o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que forneceu informações para a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território americano.
— Eu retirei com pesar as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade — disse Andrei Rodrigues.
De acordo com o diretor-geral da PF, o oficial era um policial americano que trabalhava dentro de uma unidade da PF em Brasília, até a retirada de credenciais.
A partir de agora, o agente deixa de ter acesso à unidade e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias do Brasil e dos Estados Unidos. Andrei afirma que esse procedimento foi mesmo que aconteceu com o delegado brasileiro que atuava em Miami.
— Não vamos expulsar ninguém aqui do Brasil. O Itamaraty está tratando, eu estava em viagem ao exterior. O Itamaraty também no campo da reciprocidade diplomática tem feito reuniões, contatos, mas repito: é preciso que seja feita alguma formalização da nossa contraparte para que as coisas aconteçam — explicou Andrei Rodrigues.
O diretor-geral da PF afirmou que governo brasileiro não recebeu comunicação formal dos Estados Unidos sobre o motivo pelo qual a Casa Branca decidiu retirar Marcelo Ivo de Carvalho do território americano. De acordo com Andrei, o delegado já retornou ao Brasil a seu pedido:
— Ele voltou por determinação minha, em razão desse episódio para que nós consigamos esclarecer se há um processo formal no Departamento de Estado, no próprio ICE…seja onde for — afirmou.
Durante viagem a Hannover, na Alemanha, Lula cogitou, na terça-feira, adotar o reciprocidade em relação aos EUA e disse que não era possível “aceitar essa ingerência” e “esse abuso de autoridade”:
— Acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa, ou seja, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que algumas personagens americanas querem ter com relação ao Brasil — disse o presidente da República.
Na segunda-feira, os Estados Unidos determinou a retirada do delegado Marcelo Ivo de Carvalho do país. A medida foi anunciada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo Donald Trump.
Sem citar diretamente o delegado, o órgão afirmou, por meio de postagem na rede social X, que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso”.
O delegado participou junto com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) da ação que levou à prisão do atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em território americano em 13 de abril. O ex-deputado foi solto dois dias depois.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na mesma ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
Ele foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro e foi eleito deputado em 2022, mas teve seu mandato cassado em dezembro passado após o STF determinar a perda de mandato por sua condenação.
Ramagem é considerado foragido pela Justiça brasileira. De acordo com a Polícia Federal, ele fugiu do Brasil pela divisa do país com a Guiana, de onde pegou um voo para os Estados Unidos e está lá desde o ano passado.
O delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho foi nomeado para atuar como oficial de ligação em Miami (EUA) em março de 2023. Com isso, atuava em missão junto ao ICE. Tratava-se de missão transitória, com duração de dois anos.
Em março de 2025, teve sua permanência prorrogada no país. Já em 17 de março de 2026, a Polícia Federal determinou por meio de publicação no Diário Oficial da União, a sua substituição pela delegada Tatiana Alves Torres.

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