BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

Cláusula de barreira mais rígida ameaça partidos pequenos e renova estratégias para eleição

BRCOM by BRCOM
abril 28, 2026
in News
0
Cláusula de barreira mais rígida ameaça partidos pequenos e renova estratégias para eleição


A cláusula de barreira mais rígida que vai entrar em vigor nesta eleição deve acelerar a reorganização do sistema partidário, com risco de perda de relevância ou até desaparecimento de siglas médias e pequenas, que já reformulam as estratégias para tentar sobreviver.
Os partidos precisarão eleger ao menos 13 deputados federais distribuídos em ao menos nove estados, ou alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, com mínimo de 1,5% em cada unidade.
Olhando para a composição atual das bancadas na Câmara, várias siglas estão abaixo ou muito próximas desse patamar. O PDT, por exemplo, caiu de 17 deputados eleitos em 2022 para uma bancada atual de nove. O Avante tem sete parlamentares na Casa, enquanto o Solidariedade reúne seis, e o Novo, cinco.
Outras legendas também aparecem em situação crítica. O PRD, criado a partir da fusão entre PTB e Patriota, tem atualmente três deputados. Já partidos que deixaram de existir, como PSC e PROS, foram incorporados ou fundidos a outras siglas, movimento que ilustra a tendência de enxugamento do sistema.
Mesmo entre legendas que hoje superam o número de parlamentares estipulado na cláusula válida para 2026, há casos de instabilidade. A federação PSDB-Cidadania conta com 20 deputados, enquanto o PSB tem 17. A federação PSOL-Rede, com 16 parlamentares, também aparece próxima ao limite mínimo exigido.
Quando uma sigla não atinge a cláusula de barreira, sofre uma série de restrições que afetam diretamente o funcionamento, sendo a principal a perda de acesso ao fundo partidário, uma das principais fonte de financiamento das legendas. Os partidos também perdem o tempo em rádio e TV, reduzindo a capacidade de atingir eleitores por esses meios.
Na prática, o novo patamar amplia a pressão sobre siglas médias e pequenas, que passam a depender de crescimento eleitoral ou de arranjos como federações e fusões para garantir acesso a recursos e funcionamento parlamentar.
Até o momento, pouco mais de cem deputados tiveram mudanças partidárias registradas oficialmente no portal da Câmara, embora estimativas dos partidos indiquem que o número pode ser maior. O saldo revela uma dinâmica desigual: enquanto partidos como PL e Podemos ampliaram suas bancadas, outras siglas perderam espaço como o União Brasil, por exemplo, o MDB e o PDT.
O movimento indica uma reorganização interna do sistema, na qual parlamentares buscam legendas com maior estrutura, acesso a recursos e melhores condições de reeleição.
Partidos traçam planos
Apesar da pressão, dirigentes partidários minimizam os efeitos da cláusula de barreira e apontam estratégias para garantir desempenho eleitoral.
— Conseguimos nos organizar em mais de vinte estados. Em relação a essa eleição, não muda muita coisa. A gente deve ir razoavelmente bem. Agora é cuidar da base — afirmou o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP).
Já a presidente do PSOL, Paula Coradi, aposta em novas filiações — como a deputada Duda Salabert (MG), e o historiador Jones Manoel, que deve se lançar à Câmara. A legenda, no entanto, terá que lidar com a ausência do ministro Guilherme Boulos (PSOL), eleito deputado em 2022 com um milhão de votos e responsável por puxar a bancada.
— A gente tem muita confiança de que vai passar a cláusula com tranquilidade. Em 2022, já superamos o patamar anterior e avaliamos que o partido cresceu desde então. Tivemos uma atuação muito positiva da bancada. Isso nos dá confiança de que é possível ampliar a presença do partido na Câmara — disse Coradi.
Eduardo Ribeiro, que comanda o partido Novo, segue a mesma linha e projeta crescimento da sigla, ancorada na pré-candidatura à Presidência do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.
— O mais importante para nós, ao bater a cláusula de barreira, são as questões regimentais da Câmara, como ter liderança, possibilidade de pedir votação nominal, e acesso a instrumentos que ampliem nossa atuação — afirmou .
“Tensão entre pluralismo e governabilidade”
Para escapar da cláusula, partidos têm recorrido a federações e fusões como estratégia de sobrevivência. Nos bastidores, a avaliação recorrente é que esses arranjos reduzem a autonomia das siglas menores, especialmente na divisão de recursos e no controle das decisões internas — descritos por uma liderança partidária como uma espécie de “morte em vida”.
A leitura é que, ao se unir a partidos maiores, essas legendas passam a ter menor capacidade de influenciar a distribuição do fundo partidário e a definição de candidaturas, o que limita sua atuação política e eleitoral.
— Há uma tensão entre pluralismo político e governabilidade. O sistema muito fragmentado dificulta a formação de maiorias e a capacidade de governar. Os partidos maiores acabam fagocitando os menores, concentrando recursos e poder de decisão. Você reduz a fragmentação, mas pode acabar suprimindo a participação de outros grupos da sociedade — afirma a cientista política e coordenadora-geral do Observatório do Congresso, Evelyn Apolinaria
A pressão sobre partidos médios e pequenos também chegou ao Judiciário. A federação composta por Solidariedade e PRD, ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação que pede a inconstitucionalidade da janela partidária. O processo está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, mas ainda não houve decisão.
Entre parlamentares, a avaliação predominante é de que a iniciativa tem poucas chances de prosperar, diante do entendimento já consolidado sobre as regras eleitorais.

Cláusula de barreira mais rígida ameaça partidos pequenos e renova estratégias para eleição

Previous Post

É seguro realizar quatro procedimentos estéticos em uma única cirurgia? Especialistas comentam caso de Ana Paula Siebert

Next Post

conheça versão ‘superpotente’ da cannabis encontrada com grupo de religiosos em Sri Lanka

Next Post
Grupo de 22 monges budistas é preso em aeroporto do Sri Lanka com carga recorde de maconha; entenda — Foto: ISHARA S. KODIKARA / AFP

conheça versão ‘superpotente’ da cannabis encontrada com grupo de religiosos em Sri Lanka

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.