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O que Jacqueline Sato aprendeu ao transformar sua rotina em favor da sustentabilidade

BRCOM by BRCOM
junho 4, 2026
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O que Jacqueline Sato aprendeu ao transformar sua rotina em favor da sustentabilidade


Com a aproximação do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a discussão sobre sustentabilidade volta ao centro do debate global, não apenas em relatórios e conferências, mas também no cotidiano de figuras públicas que usam sua visibilidade para ampliar o alcance dessas pautas. No Brasil, a atriz e apresentadora Jacqueline Sato é um dos nomes que se inscrevem nesse movimento ao transformar causas ambientais e de proteção animal em parte estruturante de sua atuação dentro e fora das telas.
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Embaixadora do Greenpeace Brasil desde 2021, Jacqueline construiu ao longo dos anos uma relação contínua com temas ligados à preservação da natureza, ao consumo consciente e à defesa da vida animal. Mais do que um posicionamento pontual, trata-se de uma trajetória que atravessa sua formação pessoal e profissional e se reflete em escolhas de vida, projetos e iniciativas públicas.
Esse vínculo com o cuidado ambiental tem origem ainda na infância. Aos nove anos, ao acolher uma ninhada de gatos abandonados, ela deu início a uma relação que mais tarde se desdobraria na criação da House of Cats, associação que já encaminhou milhares de animais para adoção responsável.
A vivência com a causa animal acabou se expandindo para outras dimensões da vida adulta, influenciando também sua presença na comunicação e na televisão. Projetos como o programa “Encantadores de Pets” reforçaram essa conexão, enquanto hábitos pessoais passaram a refletir uma atenção maior ao impacto do consumo no meio ambiente, incluindo escolhas ligadas à alimentação e à moda.
“A atenção que dedico à preservação começou na infância, com a proteção animal, e foi se ampliando até uma compreensão mais ampla de como habitamos e consumimos o planeta”, afirma Jacqueline. “Quando fundei a House of Cats e passei a conviver de perto com essa rede de cuidado, entendi que nossas escolhas diárias têm impacto direto em ecossistemas muito maiores”, acrescenta.
Ela conta que esse processo a levou a rever hábitos ao longo dos anos, desde a alimentação até a forma de consumir moda.”Deixei de consumir carne vermelha, depois outros tipos de carne, e hoje consumo peixe apenas ocasionalmente. Também passei a buscar alternativas mais conscientes na moda, como brechós, slow fashion e acervos de roupas”, diz. “A roupa deixa de ser só estética e passa a carregar uma dimensão ética”, afirma.
Essa mudança de olhar também se reflete na forma como ela se relaciona com o universo da moda e do consumo de bens em geral, priorizando peças reutilizadas ou de acervo e reduzindo compras impulsivas. Para ela, esse movimento não se trata de renúncia, mas de reconfiguração de valores.
No campo institucional, Jacqueline amplia essa atuação ao lado do Greenpeace, participando de debates sobre a emergência climática, a preservação da Amazônia e os direitos de povos originários. Em diferentes ocasiões, esteve envolvida em ações públicas e articulações com outras personalidades em defesa de pautas socioambientais.
Entre essas iniciativas, esteve a entrega de um documento com propostas voltadas à proteção ambiental à Procuradoria da República, ao lado de nomes como Glória Pires, Lázaro Ramos e Maitê Proença. Ela também participou do projeto “A Amazônia que Precisamos”, com visita à comunidade ribeirinha de Tumbira, no Rio Negro, onde conheceu experiências de desenvolvimento sustentável na região.
“Entender que tudo está interligado me levou ao ativismo coletivo. Defender a floresta e os povos originários é uma extensão do respeito à vida”, explica. “Na visita à Amazônia, ficou evidente que desenvolvimento e preservação podem coexistir, e isso muda completamente a forma como enxergamos o futuro”, pontua.
Jacqueline Sato explica como repensou consumo, moda e alimentação em sua rotina
Divulgação Flora Negri
Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, Jacqueline também reflete sobre mudanças possíveis no cotidiano individual. Para ela, a transformação não está apenas em grandes gestos, mas em revisões simples de hábitos e na forma como cada pessoa se relaciona com o consumo e com o tempo.
“Rever o consumo já é um primeiro passo importante. Muitas vezes vivemos no automático, sem perceber o impacto das nossas escolhas”, avalia. “Mesmo pequenas pausas para observar a natureza ajudam a reconectar com a ideia de que somos parte de um sistema maior”, completa.
Ela cita ainda práticas que incorporou ao longo dos anos, como a redução do consumo de produtos de origem animal, o uso de brechós e peças reutilizadas, a diminuição da produção de resíduos e a escolha por produtos biodegradáveis e cosméticos mais sustentáveis.
“Não são mudanças impossíveis. São hábitos simples, que fazem diferença quando entendemos o motivo por trás deles. E também é possível apoiar organizações sérias, como o Greenpeace, seja financeiramente ou por meio de engajamento direto.”
Dia do Meio Ambiente: Jacqueline Sato e a transformação de hábitos que impactam o planeta
Divulgação Flora Negri
No campo artístico, Jacqueline segue conciliando atuação e projetos autorais. Após participações em produções da TV Globo como “Sol Nascente” e “Volta por Cima”, ela também esteve à frente do projeto “Mulheres Asiáticas”, que discute representatividade nipo-brasileira e temas como identidade, ancestralidade e mercado de trabalho.
A artista também integra o elenco do longa “Uma Praia Em Nossas Vidas”, ambientado no Brasil dos anos 1980, em um período pós-ditadura militar, reforçando uma trajetória que transita entre entretenimento, representatividade e engajamento social.

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