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Angélica, Luana Piovani e Luiza Brunet falaram sobre isso: o que a menopausa faz com o peso

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junho 4, 2026
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Angélica, Luana Piovani e Luiza Brunet falaram sobre isso: o que a menopausa faz com o peso


Quando Angélica contou que precisou rever sua relação com o próprio corpo após a menopausa, ela deu voz a uma experiência compartilhada por muitas mulheres. Antes dela, Luana Piovani e Luiza Brunet também falaram sobre transformações que surgiram com a chegada dessa fase da vida: sensação de inchaço, alterações hormonais, acúmulo de gordura em regiões antes pouco afetadas e a impressão de que os velhos hábitos já não produzem os mesmos resultados.
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Embora os relatos de celebridades ajudem a ampliar a conversa sobre o tema, a questão está longe de se restringir aos holofotes. À medida que a menopausa ganha espaço no debate público, cresce também uma dúvida recorrente nos consultórios: por que o peso parece mais difícil de controlar depois dos 50 anos?
A resposta passa por uma série de alterações fisiológicas que acompanham a queda dos níveis de estrogênio. Isso não significa que o ganho de peso seja inevitável, mas explica por que estratégias que funcionavam em outras etapas da vida muitas vezes deixam de surtir o mesmo efeito. O organismo passa a responder de maneira diferente aos estímulos, influenciando desde o gasto energético até a forma como a gordura é armazenada.
Segundo a endocrinologista Patricia Gracitelli, especialista em medicina do estilo de vida, um dos equívocos mais comuns é atribuir essas transformações exclusivamente à falta de disciplina.
“Muitas mulheres acreditam que perderam o controle ou que estão fazendo algo errado. No entanto, existem mudanças hormonais concretas que afetam a composição corporal, o sono, o apetite e o funcionamento metabólico. É importante compreender esse contexto antes de buscar soluções”, explica.
Entre os fatores que ajudam a entender essa nova dinâmica está a redução gradual da massa muscular, processo natural do envelhecimento que tende a se intensificar após a menopausa. Como o tecido muscular consome mais energia do que o tecido adiposo, sua diminuição interfere diretamente no gasto calórico diário. Na prática, o corpo passa a necessitar de menos energia para desempenhar as mesmas funções, tornando mais difícil manter o peso estável.
Outro aspecto frequentemente negligenciado é a qualidade do sono. Ondas de calor, despertares durante a madrugada e episódios de insônia figuram entre as queixas mais comuns nesse período e podem desencadear uma cascata de efeitos sobre a saúde. Dormir mal está associado a alterações nos mecanismos que regulam fome e saciedade, além de prejudicar o controle da glicose e favorecer o aumento do estresse.
A redistribuição da gordura corporal também costuma ser motivo de incômodo. Muitas mulheres relatam o aparecimento de volume na região abdominal mesmo sem mudanças significativas na alimentação ou na rotina. De acordo com a especialista, esse fenômeno está relacionado à redução do estrogênio, que modifica a forma como o organismo passa a armazenar gordura.
Mais do que uma questão estética, essa concentração abdominal merece atenção por estar associada a um maior risco cardiovascular e ao desenvolvimento de resistência à insulina.
Diante dessas transformações, a busca por soluções rápidas costuma levar muitas mulheres a dietas extremamente restritivas. O problema é que, nesse momento da vida, reduzir calorias de forma drástica pode agravar a perda de massa muscular e comprometer ainda mais o equilíbrio metabólico.
Para Patricia, o foco não deve estar apenas na balança. “O objetivo precisa ser preservar músculos, melhorar a composição corporal e promover saúde. Emagrecimento saudável envolve alimentação adequada, prática de exercícios de força, sono de qualidade e acompanhamento individualizado”, destaca.
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Isso porque a menopausa não segue um roteiro único. Enquanto algumas mulheres observam aumento de peso, outras percebem alterações na distribuição de gordura, fadiga persistente ou retenção de líquidos. A intensidade dos sintomas varia conforme fatores genéticos, histórico clínico, estilo de vida e condições metabólicas pré-existentes.
Nesse cenário, especialistas defendem uma abordagem personalizada, capaz de considerar o conjunto de aspectos que influenciam a saúde feminina. Mais do que perseguir padrões estéticos ou resultados imediatos, a proposta é compreender as necessidades do corpo em uma nova etapa da vida, com foco em bem-estar, autonomia e qualidade de envelhecimento.

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