Quando Noah Gabriel de Souza Penin, de 7 anos, começou a perder o fôlego para subir as escadas de casa, a família percebeu que algo não vinha bem.
— Ele estava sempre cansado —, relembra a mãe, Mariana Castro de Souza Penin.
Após pneumonias recorrentes, chegou o diagnóstico raro: um tumor maligno no brônquio principal direito, responsável por levar o ar ao pulmão. Com a obstrução, Noah passou a respirar apenas com o pulmão esquerdo.
— Era um quadro grave —, explica o Dr. Christian Ernesto Aillon Valverde, coordenador da Cirurgia Torácica do Hospital São Luiz São Bernardo.
Liderada pelo Dr. Tiago Machuca, a equipe decidiu preservar o pulmão com uma broncoplastia robótica. Poucos dias depois, Noah recebeu alta sem limitações.
— Hoje ele pode correr, nadar e brincar normalmente —, conta Mariana.
Conseguimos retirar completamente o tumor e reconstruir o brônquio, preservando o pulmão, algo improvável em uma cirurgia convencional
— Dr. Tiago Machuca, diretor nacional de Cirurgia Torácica, ECMO e Transplante Pulmonar da Rede D´Or
A história dela e do Noah é um exemplo da excelência alcançada pelos hospitais da Rede D’Or em todo o Brasil: na previsibilidade silenciosa de um sistema que funciona até mesmo nas situações mais críticas. São esses momentos sensíveis que nos mostram como precisamos estar preparados e bem informados previa mente para podermos fazer as melhores escolhas.
Do cuidado percebido à cultura institucional
O Hospital São Luiz São Bernardo faz parte da Rede D’Or, maior empresa de saúde da América Latina. E o que Mariana viveu na prática é resultado direto de uma estratégia compartilhada. Um dos pilares é a acreditação: os hospitais são avalia dos por instituições independentes, reconhecidas internacionalmente.
— A acreditação hospitalar se consolidou como um pilar estratégico porque traduz, de forma estruturada, o compromisso permanente com a qualidade técnica, a segurança do paciente e a sustentabilidade do cuidado —, explica Dra. Helidea Lima, diretora de Qualidade da Rede D’Or.
A acreditação hospitalar se consolidou como pilar estratégico porque traduz o compromisso permanente com a qualidade técnica, a segurança do paciente e a sustentabilidade do cuidado
— Dra. Helidea Lima, diretora de Qualidade da Rede D´Or
Atualmente, 90% dos hospitais da Rede D’Or são acreditados (mais de 71 em todo o País), e o restante já está em processo para conseguir as certificações. Em 2025, a Rede D’Or conquistou 16 recertificações, distribuídas entre diferentes metodologias nacionais e internacionais.
Estudos científicos conduzidos pela Rede D’Or, baseados na análise de mais de 300 mil respostas de profissionais de saúde, demonstraram que hospitais acreditados apresentam uma trajetória de melhoria mais consistente da cultura de segurança ao longo do tempo, especialmente em dimensões relacionadas à liderança, ao aprendizado organizacional e à percepção global de segurança. Esses achados, segundo a Dra. Helidea Lima, posicionam a acreditação como um verdadeiro catalisador da melhoria contínua, e não como uma iniciativa pontual.
Dados, indicadores e resultados
Além do pilar da acreditação, o Programa de Qualidade da Rede D’Or opera hoje com 54 indicadores de qualidade técnica, sendo 25 voltados à linha adulta e 29 à linha materno-infantil, cobrindo dimensões como segurança, efetividade, oportunidade do cuidado e experiência do paciente.
A análise dos dados da Rede D’Or (2025), em comparação com os de outras organizações de saúde, demonstra que a Rede D’Or está em um nível de excelência técnica que supera os indicadores da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), que reúne hospitais de referência no Brasil.
No ano de 2025, os indica dores de qualidade técnica mostram o desempenho da Rede D’Or em desfechos essenciais para a segurança do paciente. Como nesses indicadores quanto menor o número, melhor o desempenho, os resultados reforçam o padrão assistencial da rede: infecção no sangue de 0,69‰, frente a 1,49‰ da ANAHP; infecção de rim de 0,40‰, frente a 0,78‰; pneumonia de 1,41‰, frente a 2,31‰; e lesão por pressão de 0,32‰, frente a 0,92‰. Em reinternação e letalidade, a Rede D’Or registrou 0,30% e 0,39%, abaixo dos referenciais Epimed com JCI: 0,66 e 0,56.
Os efeitos desse modelo integrado de qualidade já foram também validados em publicações científicas. Outro estudo, conduzido pela Rede D’Or e publicado no British Medical Journal, com análise de quase dez anos de dados, demonstrou que hospitais acredita dos apresentaram evolução contínua da cultura de segurança. Os resultados indicam que a acreditação estimula a criação de ambientes mais organizados, previsíveis e orientados à prevenção de riscos, beneficiando diretamente pacientes e equipes.
O que isso muda para o paciente?
Em um movimento pioneiro iniciado no segundo semestre de 2022, a Rede D’Or passou a divulgar publicamente seus indicadores de qualidade técnica, ampliando a transparência sobre resultados que impactam diretamente a segurança e a qualidade da assistência. São números que se traduzem em algo muito concreto: menor risco de infecções, menos quedas, menos erros de medicação, decisões clínicas mais seguras, comunicação mais clara e maior previsibilidade do cuidado. É nesse ponto que acreditação, programa de qualidade e segurança do paciente deixam de ser conceitos técnicos e passam a ser percebidos no cotidiano: na pulseira conferida, na mão higienizada, no medicamento checado, na equipe que se comunica, no erro tratado com seriedade, no cuidado que acolhe. E talvez seja exata mente aí que resida a importância da busca pelo melhor, pois hospitais acreditados são mais seguros porque trans formam ciência, dados e protocolos em algo que toda família reconhece.
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