As florestas são depósitos de carbono e habitats de vida selvagem, mas sua importância é ainda maior: elas formam a infraestrutura dos sistemas globais de fornecimento de alimentos e água. Essa é a constatação a que chegou um relatório publicado em outubro de 2025 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que faz um alerta: o investimento anual em florestas precisa triplicar até 2030 e crescer seis vezes até 2050.
O Brasil está apto a liderar o movimento global, que vai além da proteção ambiental e foca na recomposição de áreas degradadas. Alinhado a essa necessidade, que representa também uma grande oportunidade para a economia nacional, é que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) conduz sua atuação por meio do BNDES Florestas.
Mais do que um conjunto de programas, trata-se de uma plataforma integrada que reúne crédito, recursos não reembolsáveis, garantias, concessões florestais, apoio produtivo, inovação tecnológica e mecanismos de carbono. Funciona por meio de instrumentos complementares que ampliam o alcance de iniciativas como o BNDES Floresta Crédito, o Floresta Viva, o Arco da Restauração e o ProFloresta+, além das concessões florestais com manejo sustentável e iniciativas de inovação tecnológica.
Assim, o BNDES reafirma seu papel como indutor da transição ecológica e da economia de base florestal, afirma a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
— O BNDES Florestas organiza a atuação do banco em recomposição florestal, conservação, manejo sustentável, inovação e bioeconomia de espécies nativas.
Ao apoiar a recomposição de biomas, a bioeconomia de espécies nativas, o manejo sustentável e a conservação, o BNDES ajuda a criar uma nova cadeia produtiva capaz de gerar empregos verdes, atrair investimento, capturar carbono e valorizar a biodiversidade brasileira como ativo estratégico do desenvolvimento nacional”
— Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
Desde 2023 o BNDES mobilizou R$ 8,3 bilhões para manter e reconstruir florestas brasileiras, combinando crédito, recursos não reembolsáveis, garantias, concessões e apoio produtivo. O volume de recursos equivale ao plantio de 342 milhões de árvores, à geração de 86 mil empregos verdes e à remoção estimada de 65,6 milhões de toneladas de CO₂-equivalente.
Os empregos gerados pelas diversas atividades envolvidas evidenciam o potencial econômico que possui a floresta de pé, como avalia o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.
— O BNDES Florestas mostra que a restauração florestal deixou de ser apenas uma resposta ambiental e passou a ser uma estratégia econômica para o Brasil. Ao apoiar a recomposição de biomas, a bioeconomia de espécies nativas, o manejo sustentável e a conservação, o banco ajuda a criar uma nova cadeia produtiva capaz de gerar empregos verdes, atrair investimento, capturar carbono e valorizar a biodiversidade brasileira como ativo estratégico do desenvolvimento nacional.
A agenda do Fundo Amazônia, que completa 18 anos em 2026, é de grande relevância nesse contexto. Dessa forma, o BNDES Florestas gera benefícios para as economias locais, afirma Tereza.
— Ao apoiar um projeto de restauração com espécies nativas, não estamos apenas recuperando uma área. É necessário desenvolver toda uma cadeia de fornecimento: viveiros, produção de mudas, coleta de sementes. Tudo isso gera renda para populações locais, que, ao se verem integradas e com oportunidades de geração de renda, auxiliam ainda mais na preservação ambiental e permanecem na terra.
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Receber o Prêmio Alide Verde pelo terceiro ano consecutivo tem um significado muito especial para o BNDES porque mostra que a agenda socioambiental do banco não é uma ação isolada, mas uma estratégia consistente, construída com escala, instrumentos financeiros e impacto concreto”
— Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES
Reconhecimento internacional
O esforço do banco recebeu o reconhecimento da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide), sediada em Lima, no Peru, e dedicada a gerar soluções bancárias para o desenvolvimento da América Latina e do Caribe. Foi a primeira vez que uma instituição financeira venceu o Prêmio Alide Verde por três anos consecutivos.
Em 2024 a premiação seguiu para o projeto Floresta Viva, iniciativa composta por um conjunto de editais para formação de parcerias visando o apoio a projetos de recuperação ecológica nos diversos biomas brasileiros, com espécies nativas e sistemas agroflorestais (SAFs). Em 2025 foi a vez do BNDES Azul. Já em 2026, a iniciativa BNDES Floresta foi reconhecida pela estratégia de apoio à regeneração florestal, à manutenção dos biomas e à economia verde baseada em espécies nativas.
Ao receber a premiação, anunciada durante a assembleia anual da organização, realizada em maio em Assunção, no Paraguai, Tereza Campello informou que o objetivo é transformar o restauro florestal de espécies nativas em uma grande estratégia econômica para o país. Em sua avaliação, a sequência de reconhecimentos indica que o banco se posicionou como um dos principais indutores da transição ecológica no Brasil e na América Latina.
— Receber o Prêmio Alide Verde pelo terceiro ano consecutivo tem um significado muito especial para o BNDES porque mostra que a agenda socioambiental do banco não é uma ação isolada, mas uma estratégia consistente, construída com escala, instrumentos financeiros e impacto concreto — declarou a diretora socioambiental do banco.
Dessa forma, o BNDES consolida uma sequência de iniciativas premiadas e relevantes para o país, como afirma ela:
— Preservar e regenerar florestas tropicais não são apenas necessidades ambientais, mas uma das grandes fronteiras econômicas do século 21. O Brasil tem uma vantagem comparativa extraordinária: possui biodiversidade, conhecimento científico, territórios com grande potencial de recuperação e comunidades que já vivem da sociobiodiversidade. O papel do BNDES é ajudar a transformar essa capacidade em projetos estruturados, com financiamento, escala e benefícios sociais.
Acesse para conhecer mais sobre o BNDES Florestas
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