Ainda não localizada pelas autoridades, a suspeita de matar um casal de idosos num apartamento de alto padrão do bairro São Pedro, em Belo Horizonte (MG) pode estar no estado do Espírito Santo, segundo relatou uma tia da mulher às autoridades. O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, foi morto com 17 facadas e a mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, levou sete golpes de faca, segundo a perícia.
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Segundo o g1, a mulher chegou em casa na noite de segunda-feira, com uma mochila preta e o filho, mas deixou a residência no dia seguinte. Ela teria pegado os seus pertences e os da criança, dito que havia ganhado a bolsa e indicado que viajaria para o Espírito Santo. Depois, afirmou que ficaria hospedada num hotel.
O apartamento não tinha sinais de arrombamento, e os corpos dos idosos apresentavam sinais que indicam tentativas de defesa. Cláudio estava na cama de um dos quartos e Maria Clotilde, caída na sala. Uma gaveta de semijoias foi encontrada violada.
A PCMG afirma não descartar nenhuma linha investigativa. Mas as investigações apontam que a mulher, de cerca de 30 anos, é a principal suspeita. Imagens de câmeras de segurança do prédio mostraram essa mulher entrando no edifício às 7h30 e saindo às 15h30, com duas sacolas e uma bolsa. Segundo o g1, a mulher havia sido indicada para trabalhar na casa, e o filho do casal reconheceu uma das sacolas como um pertence da sua mãe.
Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados já sem vida pelo filho no apartamento onde moravam, na tarde desta terça-feira. Os corpos foram submetidos a exames e, depois, liberados aos familiares. O velório e sepultamento das vítimas foi marcado para esta quarta-feira, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra.
Mãe da suspeita, dona Neusa disse à rádio Itatiaia que a filha deve responder na Justiça se de fato cometeu o crime.
— Quero ver a verdade, gente. Doa a quem doer. Se a minha filha tiver errado, ela vai pagar pelo erro dela. E quem estiver por trás também vai ter que pagar. É muito triste. Eu sei as noites que passei chorando. Já vi ela chorando por causa de gente errada, e agora toda a família está sofrendo e sendo ameaçada — destacou à Itatiaia. — Eu te peço como mãe: onde você estiver, apareça. Você sabe que eu nunca quis o seu mal. Sempre te apoiei e te aconselhei. Seja igual à sua mãe: quem não deve, não teme. Apareça e fale a verdade. Você vai ter a proteção da Justiça e, acima de tudo, de Deus. Pelo amor de Deus, manda esse menino. Me traz esse menino de volta.
Neusa disse ainda à reportagem que a filha tinha dívidas com agiotas depois de se viciar no “Jogo no Tigrinho”. A mãe afirmou que a filha “não teria coragem” de saquear duas pessoas e disse acreditar que há outras pessoas por trás do crime.
— Nós da família inteira pagamos agiota, tudo que eles cobrou dela, entendeu? Que ele estava ameaçando, tipo os R$ 40.000. Nós fizemos empréstimo no banco, a família toda fez, pagamos. Eu acredito que ela foi usada. Tem pessoas atrás disso. E são pessoas perigosas — relatou.

