Nas horas finais do Rock in Rio 2026, Zé Ricardo, vice-presidente artístico do festival, e Gus Canázio, diretor artístico, faziam algumas avaliações sobre os sete dias de shows deste ano. Mas sem muito tempo para respirar fundo: os dois também já começam a planejar a próxima edição. A avaliação, por ora, é de que esta foi uma das melhores de todos os tempos, como dizem logo no início de uma entrevista ao GLOBO, em uma sala reservada nos fundos do Palco Sunset, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
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Rock in Rio 2026: acompanhe o festival em tempo real
— Essa foi uma das melhores edições que o Rock in Rio já teve. Acho que a gente teve uma conversa com o público sobre diversidade, sobre lados do Brasil e humanidade na construção do line-up — avalia Zé Ricardo, que destaca os grandes nomes do festival neste ano.
Apesar de avaliar a edição de forma positiva, o vice-presidente reconhece que houve um maior desafio para compor um line-up forte para o festival.
— A dificuldade é que hoje tem muitas ofertas de arenas. Muitos artistas não estão saindo em tour, muitos estão fazendo só one-off (um único momento). A dificuldade de montar um line-up, óbvio, é grande, mas não é para mim. É para qualquer festival, o Coachella, o Lollapalooza — afirma. — A pessoa fala assim: “Por que você não traz a Beyoncé?”. Parece que você não está buscando a Beyoncé e que ela está em casa esperando. Eu nem reparei na Beyoncé, não lembrei dela. Na verdade, ela viaja com uma tour de 200 pessoas. Para uma arena, é muito mais fácil de ser adaptado do que para um festival.
O diretor artístico, Gus Canázio (à esq.), e o vice-presidente artístico do Rock in Rio, Zé Ricardo
Marcelo Theobld
Neste ano, Zé Ricardo reforçou a curadoria do festival com a ajuda justamente de Gus Canázio, que reside em Los Angeles, nos Estados Unidos. O diretor artístico tem ajudado a manter um contato mais próximo com os artistas e está no cargo há cerca de um ano.
Gus também participou da construção do dia de K-pop, quando os fãs do gênero invadiram o Rock in Rio pela primeira vez, tendo o Stray Kids como headliner. Ele acredita que as bandas do estilo musical continuarão a aparecer nas próximas edições.
— Acho que vai ter mais k-pop sim. A gente já estava pensando (em trazer bandas do gênero), mas, na verdade, também tem um momento certo para a gente introduzir as coisas.
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Zé Ricardo complementa:
— A entrada do k-pop no nosso festival foi linda. É muito legal você ver uma comunidade invadindo o festival pela primeira vez. A gente está reciclando, trazendo novas ideias. A gente tem que buscar os fenômenos que estão acontecendo, como foi o trap, como é o k-pop e, ao mesmo tempo, trazendo as nossas maiores tradições, como Elton John, o pop, o rock.
E nessa esteira, entra gêneros musicais como o sertanejo e o country, que Roberto Medina contou em uma entrevista coletiva ser um dos alvos do festival para o futuro. Neste ano, aliás, uma especialista em country esteve no Rock in Rio para analisar uma possível entrada do estilo nas próximas edições.
— Todos os movimentos que ele (Medina) tem na cabeça, a gente começa a seguir e a conversar sobre, mas tudo é muito desenvolvido, é muito conversado. A gente tem essa conversa sobre tendências e outros estilos. O country está na mesa para a gente esperar o momento certo para trazer, construir um dia interessante — conta Zé Ricardo.
'A dificuldade de montar line-up é grande, mas não é para mim', diz Zé Ricardo, vice-presidente do Rock in Rio
Nas horas finais do Rock in Rio 2026, Zé Ricardo, vice-presidente artístico do festival, e Gus Canázio, diretor artístico, faziam algumas avaliações sobre os sete dias de shows deste ano. Mas sem muito tempo para respirar fundo: os dois também já começam a planejar a próxima edição. A avaliação, por ora, é de que esta […]