A nova aposta de Christopher Nolan começou sua trajetória nos cinemas em ritmo de blockbuster. “A Odisseia” (“The Odyssey”, no original) arrecadou US$ 264,1 milhões em todo o mundo no fim de semana de estreia e registrou o maior lançamento global da carreira do cineasta. O resultado supera os US$ 249 milhões obtidos por “Batman: O Cavaleiro das Trevas ressurge” em 2012 e ainda ficou acima das projeções da Universal, que esperava uma abertura entre US$ 85 milhões e US$ 100 milhões apenas no mercado americano.
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Do total arrecadado, US$ 139,6 milhões vieram de 73 mercados internacionais, enquanto os Estados Unidos e o Canadá responderam por US$ 124,5 milhões. O desempenho faz de “A Odisseia” a maior estreia de um live-action em 2026, atrás apenas das animações “Toy Story 5” e “Super Mario Galaxy: o filme” entre todos os lançamentos do ano.
Com orçamento estimado em US$ 250 milhões, a superprodução — o primeiro longa-metragem da história filmado integralmente com câmeras IMAX — adapta o clássico atribuído ao poeta grego Homero e acompanha Odisseu (Matt Damon) em sua longa viagem de volta para Ítaca após a Guerra de Troia. O elenco reúne ainda Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Zendaya e Charlize Theron.
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A recepção também foi positiva. O longa recebeu nota A do público no CinemaScore, empresa americana de pesquisa de mercado que mede o apelo do público aos principais lançamentos cinematográficos, e alcançou 95% de aprovação da crítica no agregador “Rotten Tomatoes” — o melhor índice da filmografia de Nolan. Entre os espectadores, a aprovação chega a 97%.
O desempenho de “A Odisseia” também representa um alívio para a indústria cinematográfica americana, que vinha de algumas estreias abaixo das expectativas nas últimas semanas.
Impulsionado pela forte procura por sessões em formatos premium, como IMAX — tecnologia com a qual o longa foi inteiramente filmado pela primeira vez —, o filme devolveu fôlego às bilheterias de verão no hemisfério norte e reforçou o status de Christopher Nolan como um dos poucos diretores capazes de transformar uma produção original em um grande evento de cinema.
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