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A prisão do traficante Fernandinho Beira-Mar na selva da Colômbia

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abril 20, 2026
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O traficante Beira-Mar chega a Brasília após prisão na Colômbia — Foto: Ailton de Freitas/Agência O GLOBO

O general colombiano Enrique Mora Rangel avisou à imprensa que o exército local estava muito perto de prender o traficante mais procurado do Brasil, e, no dia seguinte, mostrou que não era mentira. Naquele sábado, 21 de abril de 2001, há 25 anos, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi capturado depois de uma perseguição que envolveu mais de 350 militares na selva do país vizinho.

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Ele foi encontrado numa área das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC), na Floresta Amazônica. Desarmado, com um braço engessado e exausto, o criminoso, na época aos 33 anos, não ofereceu resistência. Desde então, o bandido cumpriu pena em diferentes penitenciárias de segurança máxima, mas, segundo um relatório oficial, continua sendo um dos chefes do Comando Vermelho.

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Na crônica policial, “matuto” é o termo que define um traficante que envia grandes quantidades armas e drogas para os “varejistas” desse mercado ilegal. Seria como um atacadista do tráfico. Quando foi preso na selva da Colômbia, Beira-Mar era o matuto mais procurado do Estado do Rio.

O traficante Beira-Mar chega a Brasília após prisão na Colômbia — Foto: Ailton de Freitas/Agência O GLOBO

Nascido em 1967, Luiz Fernando da Costa foi criado na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, filho de uma mãe solteira que levava o menino pra missa e acompanhava de perto os estudos dele. O garoto era considerado ótimo aluno por colegas e professores. Ele chegou a se alistar no Exército pra fazer carreira militar, mas fez um desvio pro mundo do crime.

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O bandido foi acusado de tentar furtar armas pesadas do Exército, se envolveu em assaltos e passou dois anos preso. Depois de sair da cadeia, em 1989, Beira-Mar subiu rapidamente na hierarquia do tráfico e, quando foi preso pela segunda vez, sete anos depois, morando em Belo Horizonte, já era um dos principais líderes do Comando Vermelho, com bens avaliados, na época, em US$ 10 milhões.

Ele fugiu da cadeia da cadeia no ano seguinte, supostamente após pagar uma fortuna em propina para agentes carcerários, e começou a viver como um foragido, passando por diferentes países da América do Sul, ampliando seus negócios ilegais. Segundo investigações policiais, em 2001, o bandido estava na Colômbia firmando parcerias com as Farc pra no comércio ilegal de armas e de drogas.

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O exército colombiano tinha começado a busca por Beira-Mar em fevereiro daquele ano, quando a “Operação Gato Negro” prendeu a mulher do traficante e outros 15 suspeitos numa área perto de onde as Farc operavam. A partir daí, o cerco foi se fechando em torno de Beira-Mar e, no dia 19 de abril de 2001, ele viajava num avião monomotor que foi interceptado pela Força Aérea da Colômbia.

Fernandinho Beira-Mar em depoimento na Câmara dos Deputados em 2001 — Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O GLOBO
Fernandinho Beira-Mar em depoimento na Câmara dos Deputados em 2001 — Foto: Roberto Stuckert Filho/Agência O GLOBO

Era uma sexta-feira de manhã quando militares ordenaram que o Cessna 206 que levava o traficante pousasse numa base em Marandua, no Nordeste do país. O piloto desobedeceu e aterrissou num terreno baldio a 56 milhas dali, em Vichada, perto da Venezuela. Quando a aeronave tocou no chão, os quatro passageiros fugiram pra mata, mas aí a captura de Beira-Mar virou uma questão de tempo.

Depois que o piloto foi detido e informou o lugar onde tinha deixado o criminoso, começou a operação com mais de 350 soldados fazendo um pente-fino numa área de quatro quilômetros de diâmetro na selva de Guainia, na fronteira com o Brasil. Segundo o general Mora, a aproximação final começou às 19h de sábado, quando as tropas chegaram de helicópteros no esconderijo improvisado de Beira-Mar.

Sem comida nem água, desarmado e despreparado para sobreviver na selva amazônica, o traficante podia ter morrido se não tivesse sido preso. O bandido foi extraditado ao Brasil e, desde então, foi condenado por diversos crimes e sentenciado a penas que somam mais de 300 anos de cadeia.

De acordo com a Justiça, o criminoso foi um dos líderes de uma rebelião na penitenciária de Bangu, no Rio, que terminou com quatro detentos mortos, entre eles, o traficante Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, rival de Beira-Mar. Um relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais aponta que, mesmo preso há 25 anos, o bandido continua sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho


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