O Ministério da Justiça já definiu o destino dos dez chefes do Comando Vermelho (CV) acusados de ordenar os bloqueios e ataques no Rio durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão. Eles serão transferidos do presídio de Bangu 3 para unidades federais de segurança máxima, onde a rotina é pensada para impedir qualquer contato com o crime organizado.
- Transferência de chefes do Comando Vermelho para segurança máxima terá rodízio e dispersão
Os criminosos serão distribuídos entre os presídios de Brasília (DF), Porto Velho (RO), Mossoró (RN), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR) — os cinco de maior segurança do país. O objetivo é desarticular a cúpula da facção, impedindo que os líderes continuem dando ordens a partir da prisão.
Mesmo em presídios diferentes, o isolamento é rigoroso. Cada detento ocupa uma cela individual de cerca de 6 m², com cama, pia, vaso sanitário, chuveiro, mesa e assento — mas sem tomadas ou acesso a energia contínua. O sistema acende e apaga as luzes em horários controlados.
Os banhos de sol duram duas horas diárias, e todo deslocamento interno é feito com algemas e sob escolta de, no mínimo, dois agentes. As refeições são seis por dia, balanceadas conforme orientação nutricional, e o acesso a atendimento médico, psicológico e jurídico é rigidamente monitorado.
As visitas familiares ocorrem apenas por parlatório — uma cabine separada por vidro — ou por videoconferência, sempre sob vigilância. Nenhum preso tem contato físico com visitantes ou acesso a celulares, internet ou televisão aberta.
Os sistemas de câmeras, detectores de metais e scanners corporais registram cada movimentação dentro das penitenciárias. As imagens são acompanhadas em tempo real por equipes de inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penitenciárias (Senappen), em Brasília.
As celas são revistadas toda vez que o preso sai, e os agentes seguem protocolos padronizados de revista e segurança em todos os presídios federais. O objetivo é evitar a repetição do que aconteceu no sistema prisional do Rio, onde investigações apontam que os chefes do CV conseguiram comandar operações criminosas à distância.

