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Abdômen definido: o que está por trás do famoso 'tanquinho'

A busca por um abdômen mais definido ganhou espaço nas redes sociais, onde famosas e influenciadoras compartilham treinos, mudanças na alimentação e também procedimentos estéticos e cirurgias que fazem parte da construção do contorno corporal. O resultado que aparece nas fotos, no entanto, não depende apenas da quantidade de gordura na região. Pele excedente, flacidez, […]

Abdômen definido: o que está por trás do famoso 'tanquinho'


A busca por um abdômen mais definido ganhou espaço nas redes sociais, onde famosas e influenciadoras compartilham treinos, mudanças na alimentação e também procedimentos estéticos e cirurgias que fazem parte da construção do contorno corporal. O resultado que aparece nas fotos, no entanto, não depende apenas da quantidade de gordura na região. Pele excedente, flacidez, alterações na musculatura e diástase abdominal também podem interferir no formato da barriga.
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A gordura subcutânea, que fica abaixo da pele, tem características diferentes da gordura visceral, localizada ao redor dos órgãos. Embora apresente menor risco à saúde quando comparada à visceral, ela pode ser mais resistente à redução.
“Apesar de oferecer menos risco a saúde do que a gordura visceral, a gordura localizada ou gordura subcutânea é mais difícil de ser queimada por ser uma gordura mais fria, apresentando células adiposas com menos mitocôndrias e, consequentemente, com menor energia e maior dificuldade para queimar os ácidos graxos. Além disso, a gordura localizada possui um fator genético, o que também faz com que sua eliminação seja mais difícil”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez.
Por isso, mesmo quando há redução do tecido adiposo, a região pode não apresentar a definição esperada.
“Na verdade, frequentemente existe uma combinação de fatores, como pele excedente, afastamento da musculatura abdominal, alterações da cintura, flacidez dos tecidos profundos e excesso de gordura localizada. É preciso considerar todas essas estruturas”, avalia a cirurgiã plástica Flávia Bonato.
A partir dessa avaliação, existem diferentes abordagens para cada alteração. Recursos que utilizam ultrassom, radiofrequência ou estímulos eletromagnéticos, por exemplo, são empregados em tratamentos voltados à gordura, à flacidez ou à musculatura. Entre as tecnologias citadas pelos especialistas estão Atria II, Unyque Pro e T Sculptor Plus, mas a indicação depende das características de cada caso.
No tratamento da flacidez, uma das possibilidades é a associação de tecnologias que atuam em diferentes profundidades dos tecidos. O Atria II, por exemplo, combina ultrassom focado, radiofrequência bipolar e campo eletromagnético.
“Com mais potência de entrega de energia, pontos de coagulação, rapidez, eficácia e segurança, o equipamento associa, na mesma ponteira do ultrassom, as tecnologias de radiofrequência bipolar e de campo eletromagnético. Enquanto a radiofrequência bipolar atua superficialmente, o ultrassom trabalha as camadas médias e profundas, chegando até a gordura. Já o campo eletromagnético atua na musculatura”, diz o dermatologista Abdo Salomão Jr.
Quando a principal queixa é a gordura localizada, também existem métodos não cirúrgicos que buscam atuar sobre as células adiposas. O Unyque Pro é um dos equipamentos utilizados com essa finalidade e permite combinar diferentes tecnologias. Entre elas está o ultrassom multifocalizado de alta intensidade.
“Por meio da energia de ultrassom multifocalizado de alta intensidade, o LipoPro age profundamente, preservando as camadas mais superficiais da pele enquanto entrega energia ultrassônica diretamente no alvo, o que promove aquecimento e vibração das células de gordura, que são destruídas sem danificar os tecidos adjacentes ou causar dor”, detalha o dermatologista Renato Soriani.
O médico também menciona a associação com radiofrequência, crioterapia e endermologia. “Além disso, utilizamos em combinação o Refreeze Pro. Enquanto a combinação de radiofrequência com crioterapia vai desestabilizar o metabolismo local e gerar a quebra das células de gordura por meio do aquecimento e do choque térmico, a tecnologia de endermologia vai mobilizar o tecido adiposo para ajudar a modelar o contorno corporal e melhorar a circunferência ao mesmo tempo em que acelera o sistema linfático e, consequentemente, a eliminação da gordura, o que faz com que os resultados surjam mais rapidamente”, destaca.
Outra possibilidade citada pelos especialistas envolve a musculatura. A eletroestimulação é utilizada para provocar contrações musculares e, assim, trabalhar a região sem a realização de exercícios convencionais. No caso do T Sculptor Plus, o equipamento é descrito pelo dermatologista Dr. Abdo Salomão Jr. como uma alternativa para associar estímulo muscular e redução de gordura. “É como malhar muito mais forte do que você conseguiria voluntariamente e sem fazer força. O tratamento promove essas 70 mil contrações por sessão de 30 minutos. Em resposta, ocorre hipertrofia, com aumento do volume da estrutura muscular, e perda de gordura, por conta do aumento do gasto calórico e da força muscular”, afirma.
A definição da barriga, porém, nem sempre pode ser obtida com tratamentos não invasivos. Quando existe excesso de pele, especialmente depois de uma gestação ou de uma perda significativa de peso, a cirurgia pode ser considerada. A abdominoplastia tem como uma de suas finalidades remover o tecido excedente e melhorar o contorno da região. “Na prática, a cirurgia é indicada para remover tecidos excedentes e melhorar o contorno corporal”, pontua a Dra. Flávia.
Nem sempre, porém, a cirurgia convencional é necessária. A miniabdominoplastia pode ser indicada em situações específicas, principalmente quando a alteração está concentrada abaixo do umbigo. “A miniabdominoplastia é indicada nos casos de queixas abaixo do umbigo. A indicação entre ela e a cirurgia convencional depende da quantidade de pele que precisa ser retirada, se a paciente tem diástase e, principalmente, se a paciente tem queixa do umbigo para cima”, esclarece o cirurgião plástico Marcelo Rudy.
A escolha da técnica também leva em consideração a anatomia e as características de cada paciente. “Nem sempre a maior cirurgia é a melhor cirurgia. O sucesso do tratamento depende de identificar exatamente qual é a necessidade de cada paciente. Existem situações em que procedimentos menores oferecem excelentes resultados justamente porque respeitam as características anatômicas daquele caso”, defende a Dra. Flávia.
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Há ainda situações em que a aparência mais volumosa do abdômen está relacionada à musculatura, e não necessariamente ao excesso de gordura. É o caso da diástase abdominal, alteração comum após gestações e caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen.
“A diástase é provocada pela distensão das camadas do abdômen. E no abdômen existem músculos separados por uma membrana no centro, verticalmente, que também se distende, afastando os músculos da linha média. Quando esses músculos não retornam à posição inicial, chamamos este afastamento de diástase dos retos abdominais. Isso ocasiona um aspecto de abdômen volumoso”, descreve a cirurgiã plástica Heloise Manfrim.
A diástase também pode estar associada à hérnia umbilical. “Quando a linha média do abdômen está muito fraca e a parede abdominal bastante esticada durante a gravidez, existe a possibilidade de aumento do espaço ao redor da cicatriz umbilical. Como resultado, pode haver a saída de gordura ou até mesmo de parte do intestino para fora da cavidade abdominal, o que pode causar dor e, em alguns casos, levar a complicações mais sérias”, alerta a médica.
Nessas situações, a correção da hérnia pode exigir também o reparo da parede abdominal. “O tratamento definitivo é feito com uma técnica cirúrgica chamada plicatura, com a intenção de remodelar o abdômen e corrigir a flacidez muscular, aproximando os músculos da linha média”, completa a Dra. Heloise.
Outro procedimento citado pelos especialistas para modificar o contorno corporal é a lipoenxertia intramuscular, conhecida como UGraft. A técnica utiliza gordura retirada do próprio corpo do paciente, que passa por purificação antes de ser aplicada no interior de determinados músculos.
“A técnica permite melhorar o volume e a definição muscular utilizando gordura do próprio paciente, o que contribui para resultados mais naturais e harmônicos”, comenta o cirurgião plástico Carlos Manfrim. “Além do ganho de volume muscular, o procedimento UGraft pode contribuir para melhorar o contorno corporal após perdas de peso significativas”, acrescenta.

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Autor

BRCOM