A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Libertatis 2, para tentar cumprir 21 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça contra suspeitos de integrar uma organização criminosa internacional especializada no comércio ilegal de cigarros, produzidos com o emprego de trabalho análogo à escravidão. Um dos alvos da ação é Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como integrante da máfia de cigarros e herdeiro da contravenção em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que também expande seus domínios para outras regiões na cidade do Rio. Já em outra investigação, feita pela Delegacia de Homicídios da Capital, Adilsinho é suspeito de ser o mandante dos assassinatos do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho.
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As duas mortes aconteceram em novembro de 2022. Na ação desta quinta-feira, 200 policiais federais, com apoio de uma equipe da Polícia Rodoviária Federal, tentam localizar os suspeitos e ainda cumprir 26 mandados de busca e apreensão.
Segundo a investigação, o grupo falsificava e comercializava cigarros produzidos com o emprego de trabalho análogo à escravidão e tráfico de cidadãos paraguaios. Além dos mandados judiciais, também foram emitidas ordens de bloqueio, sequestro e apreensão de bens, avaliados em cerca de R$ 350 milhões: na lista há veículos de luxo, criptomoedas, dinheiro em espécie, assim como valores depositados em contas bancárias. Na casa de um dos alvos, foram apreendidos R$ 48 mil em espécie.
A investigação que gerou os 21 mandados de prisão foi iniciada em fevereiro de 2023, com a descoberta de três fábricas clandestinas de cigarros falsos, em Duque de Caxias. Na ocasião, foram encontrados pelos policiais trabalhadores paraguaios que eram submetidos a regime análogo à escravidão.
Segundo a investigação, a quadrilha falsificava e comercializava os cigarros que produzia com o emprego de embalagens falsas. O bando também teria usado violência e ameaças para que comerciantes de regiões dominadas pela organização fossem obrigados a adquirir o produto contrafeito e revender apenas o cigarro fornecido pelo grupo investigado.
