O estado de saúde da advogada Juliane Vieira, de 28 anos, é considerado estável pelos médicos do Hospital Universitário (HU) de Londrina, no boletim mais recente divulgado nesta quinta-feira (23). Na quarta-feira, o hospital já havia divulgado que o estado de saúde dela evoluiu de gravíssimo para grave, mas o quadro era considerado instável. Juliane entrou em um apartamento em chamas para resgatar a mãe, o primo de 4 anos e o cachorro da família e sofreu queimaduras em 63% do corpo. Ela está internada na UTI do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do hospital.
- Enam 2025: Candidatos à magistratura fazem prova neste domingo em todas as capitais
- Metanol: Após mais de 50 dias de internação, jovem morre por intoxicação em Osasco (SP)
Segundo o hospital, o quadro estável significa que não há variação nos batimentos cardíacos da paciente, ou seja, o quadro clínico da paciente não apresentou alterações, não há piora ou melhora significativa e os sinais vitais estão controlados pela equipe médica.
“Temos esperança de que ela se mantenha ou apresente melhoras hoje ainda. Dá para respirar um pouquinho mais tranquila, embora a Ju ainda esteja em um estado que requer muita atenção, mas deu para acalmar o coração”, publicou nas redes sociais a maquiadora Alanna Koerich, amiga de infância de Juliane, antes de visitá-la no hospital, nesta quinta.
De acordo com o Hospital Universitário de Londrina, o estado de saúde de Juliane evoluiu de gravíssimo para grave na quarta. A mudança de estado de saúde representa que houve uma melhora clínica nos exames e sinais vitais da paciente. No entanto, a instituição reforça que os parâmetros podem mudar dentro do próprio dia, pois ainda é um estado de risco de vida.
Juliane ainda está internada em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), intubada, sedada e estável.
Juliane se feriu após resgatar a família do apartamento onde moravam, em Cascavel, no oeste do Paraná, pisando sobre a caixa do ar condicionado. A mãe e o primo da advogada também permanecem internados. A mãe de Juliane já acordou e está conversando, e segundo novas informações em uma publicação de Alanna, Pietro ainda está intubado, mas está acordado e não tem recebido sedativos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o atendimento ao incêndio no apartamento no 13º andar do prédio localizado no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country, seguiu todos os procedimentos técnicos da corporação para esse tipo de ocorrência.
Juliane apoiou-se na caixa do ar-condicionado na fachada do prédio para retirar os parentes e o cachorro do apartamento que queimava. Na sua vez de pular para o apartamento de baixo, estava com o corpo fragilizado pelo esforço e pelos ferimentos, segundo os bombeiros. Dessa forma, precisou ser resgatada.
O bombeiro militar que realizou o resgate entrou em meio às chamas para alcançá-la, pois a vítima estava em risco iminente de queda, apoiada sobre o ar-condicionado — estrutura não projetada para sustentar peso humano. Segundo a instituição, o bombeiro permaneceu estabilizando o risco de queda, ainda com a vítima parcialmente do lado de fora, até que as chamas fossem controladas.
“A ação foi extremamente rápida. Após o controle do fogo, a vítima foi retirada da janela, envolvida em um cobertor e carregada no colo pelos bombeiros para fora do apartamento. O uso de água foi direcionado por dentro da edificação, concentrando-se nas áreas afetadas, técnica prevista nos protocolos de combate a incêndio para este tipo de ocorrência”, informou o Corpo de Bombeiros do Paraná.
O sargento Edemar de Souza Migliorini, um dos bombeiros que auxiliaram no resgate de Juliane, recebeu alta no sábado (18) após passar três dias internado. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau. Edemar teve queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em 20% do corpo: nos braços, mãos e em parte das costas.

