Alertas emitidos pelos centros meteorológicos dos Estados Unidos para os próximos dias acenderam um sinal de preocupação em meio à realização da Copa do Mundo no país. O Centro de Previsão do Tempo (WPC), órgão ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), prevê uma combinação de calor extremo e fortes tempestades em diversas regiões americanas justamente no início do verão do Hemisfério Norte, que começou oficialmente em 21 de junho.
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A preocupação envolve diretamente a realização das partidas do Mundial, já que algumas das áreas afetadas pelos alertas recebem jogos da competição. Mais do que a chuva, o principal fator de risco é a ocorrência de raios nas proximidades dos estádios. Em competições organizadas pela Fifa nos Estados Unidos, os protocolos de segurança determinam a interrupção ou o adiamento das partidas quando há ocorrência de raios, o que pode ser perigoso para jogadores, funcionários e torcedores.
Segundo o WPC, uma possível onda de tempo severo poderá atingir áreas que vão do Nordeste americano até as Grandes Planícies, onde fica o estado do Kansas, que receberá as partidas do grupo F, com Japão, Holanda, Tunísia e Suécia. Ao mesmo tempo, uma intensa onda de calor se espalha pelo oeste, sul e sudeste dos Estados Unidos, alcançando estados como Texas, onde está o AT&T Stadium (na região de Dallas) e o NRG Stadium (em Houston); na Califórnia, onde ficam o SoFi Stadium (Los Angeles) e o Levi’s Stadium (San Francisco / Santa Clara); além da Flórida, onde está o Hard Rock Stadium (Miami), estádio em que o Brasil joga nesta quarta-feira, contra a Escócia.
As temperaturas mais elevadas, superiores a 38°C, são esperadas em partes do oeste e sudoeste do Texas, além do interior da Califórnia. Em outras regiões, incluindo a Costa do Golfo, o Sudeste e a Flórida, os termômetros podem variar entre 32°C e 35°C. De acordo com o Centro de Previsão de Calor, avisos permanecem em vigor em áreas do Noroeste do Pacífico e das Planícies do Sul, afetando mais de 21 milhões de pessoas.
A situação também chama atenção em cidades do Noroeste do país, como Seattle e Portland, onde recordes de temperatura podem ser quebrados entre os dias 22 e 23 de junho. Os meteorologistas apontam que os primeiros dias completos do verão serão marcados por calor acima da média em grande parte do território americano. Seattle receberá jogos como Bósnia e Catar, também na quarta. Cidade vizinha, Vancouver, no Canadá, recebe jogo do mesmo grupo, entre Suíça e Canadá.
A Flórida, um dos estados em alerta, merece atenção especial por causa da Copa do Mundo. Miami, cidade que receberá partidas do torneio e onde a seleção brasileira entrará em campo, está entre as áreas incluídas na previsão de temperaturas elevadas. Além do calor intenso, o estado também pode registrar pancadas de chuva típicas do verão, acompanhadas de descargas elétricas.
Os meteorologistas também alertam para um padrão persistente de chuvas fortes e tempo severo durante a primeira semana do verão. Dois sistemas frontais devem avançar pelo centro e pelo leste dos Estados Unidos nas próximas 48 horas, provocando tempestades e aumentando o risco de enchentes repentinas, ainda de acordo com o NOAA.
O centro do Arkansas aparece como uma das áreas mais preocupantes, com previsão de chuva forte. Já a ameaça de tempestades se estende de Nova York ao Wyoming. Segundo o Centro de Previsão de Tempestades, episódios isolados de tempo severo podem atingir partes do Meio-Atlântico e do Sudeste, enquanto as Grandes Planícies devem registrar tempestades mais dispersas.
Embora a passagem de uma frente fria deva reduzir o risco de tempestades organizadas no leste do país até 23 de junho, os meteorologistas afirmam que o tempo instável continuará sobre a região central dos Estados Unidos ao longo da semana, mantendo o risco de enchentes repentinas e episódios isolados de tempo severo.
Apesar do cenário de calor e tempestades, não há previsão de furacões na bacia do Atlântico neste momento. Já no Pacífico Leste, duas áreas de instabilidade tropical seguem sendo monitoradas, embora permaneçam distantes da costa americana.

