Além de sobrinho-neto do ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy e marido da cantora Giulia Be, Conor Kennedy, de 31 anos, é também cunhado do candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo). O postulante, filho do empresário Paulo Marinho, é irmão da artista brasileira.
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O nome de Conor repercutiu no noticiário desta quinta-feira após o Tribunal Distrital de Basmanny, em Moscou, na Rússia, autorizar a prisão à revelia do americano, que participou da guerra na Ucrânia. O marido de Giulia Be é acusado de mercenarismo ao lado das Forças Armadas ucranianas e foi incluído na lista internacional de procurados.
A defesa recorreu, mas a instância responsável manteve a decisão. As informações foram divulgadas pela agência de notícias estatal russa Tass. A pena prevista para o crime é de sete a dez anos de prisão.
O cunhado de Conor, André Marinho, é um dos nomes que buscam o Executivo fluminense nas eleições de outubro contra candidatos como Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL).
Embora pertença ao partido Novo, André Marinho já declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e defendeu a união de nomes de direita para impedir a reeleição de Lula (PT). No entanto, Conor não parece seguir a linha política do cunhado.
Em 2022, o Kennedy apoiou publicamente a eleição de Lula, classificou o atual mandatário como um “herói” e o comparou com Bobby Kennedy, ex-procurador-geral dos EUA. Os dois se encontraram antes do pleito junto com Giulia Be e a esposa de Lula, Janja.
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Kennedy relatou participação em combates na Ucrânia
Conor Kennedy havia relatado anteriormente, em suas redes sociais, que retornou da Ucrânia em outubro de 2022. Segundo o próprio relato, ele participou de combates na região de Kharkiv como integrante da Legião Internacional, ao lado das Forças Armadas da Ucrânia, usando uma identidade não revelada.
Em uma publicação de 14 de outubro de 2022, Kennedy afirmou que sabia que sua participação na Ucrânia acabaria sendo descoberta e decidiu apresentar sua própria versão dos acontecimentos. Disse também que pretendia incentivar outras pessoas a agir.
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