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Americana Centaurus terá de fazer oferta pública de ações da Oncoclínicas, decide o colegiado da CVM

A diretoria colegiada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu por unanimidade nesta terça-feira que a gestora americana Centaurus deverá realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) de ações da Oncoclínicas.  A determinação do órgão foi divulgada no fim da noite. O colegiado reverteu o entendimento da área técnica do órgão. Com a decisão, a gestora […]

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A diretoria colegiada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu por unanimidade nesta terça-feira que a gestora americana Centaurus deverá realizar uma oferta pública de aquisição (OPA) de ações da Oncoclínicas. 
A determinação do órgão foi divulgada no fim da noite. O colegiado reverteu o entendimento da área técnica do órgão. Com a decisão, a gestora terá que desembolsar mais de R$ 6 bilhões para comprar a participação dos minoritários na rede de clínicas oncológicas. 
A discussão é parte de uma das maiores disputas societárias em curso no país. Até 17 de julho, a Centaurus era acionista majoritária da Oncoclínicas, com 14,76% das ações. 
O regulamento da companhia, porém, conta com uma cláusula poison pill (ou pílula de veneno) que obriga a abertura de OPA por acionistas que ultrapassem 15% de participação. 
Por isso, a gestora brasileira Latache recorreu à CVM para pedir que a oferta de ações seja feita. Como mostrou a coluna Capital, os técnicos do órgão regulador do mercado de capitais entenderam, porém, que a reorganização societária que deu à gestora americana Centaurus um pedaço relevante da companhia se enquadra na hipótese de exceção do parágrafo 8º do artigo 39 do estatuto social da Oncoclínicas, “não sendo exigível, em face da Centaurus ou do Josephina III (o fundo usado por ela), a realização da OPA estatutária ali prevista”.
O entendimento, porém, foi agora reformado pela diretoria colegiada.  
Na outra ponta, a Centaurus argumenta que já era acionista desde o IPO da Oncoclínicas por meio dos fundos do Goldman Sachs. 
Em 17 de julho, a Centaurus acabou diluindo a participação na Oncoclínicas e caindo de uma participação de 14,76% para 9,91%.
A posição de maior acionista da rede de tratamento de câncer passou para a Latache, com 14,59% dos papéis. A gestora é especializada em ativos “estressados”, e pode ser a maior beneficiada pela OPA.

Americana Centaurus terá de fazer oferta pública de ações da Oncoclínicas, decide o colegiado da CVM

Autor

BRCOM