O estilista britânico John Galliano cancelou uma exposição que seria realizada no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, após críticas de doadores e líderes políticos por causa de comentários antissemitas feitos no passado.
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Aos 65 anos, o ex-diretor artístico da Christian Dior afirmou que decidiu suspender a mostra depois de refletir e conversar com as pessoas envolvidas.
“Depois de muita reflexão e de conversar com todas as pessoas envolvidas, decidi, com grande tristeza, que o melhor é que a exposição não aconteça neste momento”, escreveu Galliano no Instagram.
John Galliano
AFP
O estilista também voltou a reconhecer os danos provocados por suas declarações.
“Continuo plenamente consciente da dor causada por minhas palavras no passado, em particular do dano que provoquei às comunidades judaica e asiática, e continuo profundamente arrependido”, acrescentou.
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O que Galliano disse?
O episódio que voltou a colocar o estilista no centro das críticas ocorreu em 2011, quando Galliano proferiu insultos contra clientes de um bar em Paris. As declarações foram racistas e antissemitas.
O caso levou um tribunal francês a condená-lo naquele mesmo ano. A repercussão também teve consequências profissionais: Galliano foi demitido do cargo de diretor artístico da Christian Dior, função que ocupava desde 1996.
Por que a exposição foi alvo de críticas?
A mostra no Metropolitan Museum of Art passou a ser questionada justamente por conta desse histórico. Doadores e líderes políticos criticaram a escolha de apresentar uma exposição dedicada ao trabalho de Galliano enquanto permanecem as lembranças de suas declarações.
O estilista, considerado um dos nomes mais brilhantes de sua geração, tornou-se conhecido por uma personalidade extravagante e por criações marcadas por designs ousados. O episódio de 2011, porém, passou a acompanhar sua trajetória profissional.
Ao anunciar o cancelamento, Galliano afirmou que continua consciente das consequências de suas palavras e voltou a pedir desculpas.

