O partido Novo conseguiu atingir a cláusula de barreira durante a eleição deste domingo, passando a ter o acesso autorizado ao horário eleitoral gratuito na TV e no rádio e ao fundo eleitoral. O resultado vai na contramão do desempenho do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que terminou a disputa presidencial em sexto lugar, atrás dos outros três candidatos da “terceira via”.
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A sigla saiu da votação de ontem com uma bancada na Câmara com dez integrantes e conseguiu atingir o mínimo de 2,5% dos votos válidos nacionais para deputado federal e alcançar pelo menos 1,5% dos votos válidos em nove estados, requisito mínimo fixado pela Justiça Eleitoral para o alcance da cláusula de barreira. “Mais do que cumprir uma exigência legal, o resultado mostra que o Novo ampliou sua presença pelo país e terá uma bancada maior e mais representativa no Congresso”, disse em nota o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.
Entre os eleitos pelo partido para a Casa, estão o advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR), que defendeu o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins, e a economista Marina Helena (Novo-SP), além dos deputados estaduais Felipe Camozatto (Novo-RS) e Gilson Marques (Novo-SC). Também foram reeleitos os deputados Luiz Lima (Novo-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP).
Já no Senado, o partido fez três cadeiras, com as vitórias de Marcel van Hattem (Novo-RS), Lahesio Bonfim (Novo-MA) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). Entre eles, Dallagnol mantém uma situação jurídica indefinida mesmo após a vitória. Ele foi às urnas com o registro de candidatura deferido, mas com a análise de um recurso pendente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar do desempenho no Congresso, Zema teve, ao final da disputa presidencial, cerca de 326 mil votos válidos, equivalentes a 0,27% do total. Ele também pontuou abaixo do escritor Augusto Cury (Avante), de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). O psiquiatra teve 3,4 milhões de votos, enquanto o ex-governador de Goiás e Renan tiveram 2,6 milhões cada.
Após terminar o pleito em sexto lugar, em entrevista coletiva ontem à noite, Zema comemorou o desempenho da sigla na Câmara. Na ocasião, também se colocou contrário a “onde estiver o PT” no segundo turno, em um aceno ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Muito satisfeito com os resultados da eleição. Deu para perceber claramente um avanço da direita muito maior do que as pesquisas apontavam. E, no caso do Partido Novo, está praticamente certo, apesar de que ainda faltam alguns por cento das urnas a serem apuradas, que o partido cumprirá a cláusula de barreira — disse Zema.
Apesar do mau desempenho de Zema na disputa presidencial, partido Novo alcança cláusula de barreira na Câmara
