Escolhido como sucessor de Romeu Zema (Novo), o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), conseguiu atrair a federação União-Progressista para a sua chapa de reeleição no estado. O movimento isola o ex-secretário estadual de Infraestrutura Marcelo Aro (PP), que vinha articulando nos últimos dias uma candidatura própria ao governo, mas agora volta a entrar na disputa pelo Senado.
A chapa também incluirá o ex-deputado federal Danilo de Castro (União Brasil) como vice. Em nota, a campanha do governador afirmou, no entanto, que não haverá coligação para o Senado. Simões decidiu lançar a “candidatura isolada” do senador Carlos Viana para a reeleição pelo pelo PSD, enquanto Aro concorrerá por indicação da federação.
Nos últimos meses, o ex-secretário demonstrou insatisfação diante da hipótese de dividir espaço na composição com Viana e chegou a romper com Simões na semana passada. Na ocasião, sinalizou ao governador que buscaria concorrer ao Palácio da Liberdade, caso o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) decidisse ficar fora da disputa.
O ex-secretário chegou a abrir negociões com o Republicanos, que decidiu não lançar Cleitinho, e com o PL. O partido de Flávio Bolsonaro, no entanto, anunciou nesta quarta-feira o empresário Flávio Roscoe como candidato e palanque estadual do senador na corrida pela Presidência da República.
Diante da decisão do PL, o União-Progressista reabriu a negociações com Simões, culminando no desfecho desta noite. A entrega da vice para a federação, no entanto, vai na contramão de um acordo firmado entre Simões e o Novo.
Desde o início do ano, o governador tem afirmado que a escolha seria feita por Zema. Entre os mais cotados na preferência do ex-governador e presidenciável, apareciam os nomes da vereadora de Belo Horizonte Fernanda Altoé e do ex-deputado federal Thiago Mitraud.
O novo desenho da chapa também inclui o apoio de PRD, Solidariedade e Avante. Inicialmente, as três siglas também eram apoiadoras de uma candidatura própria de Aro.

