Passado o primeiro dia oficial de campanha, marcado por um retorno às origens dos candidatos e por discursos sobre segurança e soberania, os principais postulantes à Presidência retomam as agendas públicas nesta segunda-feira, primeiro dia útil da corrida eleitoral. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL) desembarca em Minas Gerais, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Partido Novo) e Renan Santos (Missão) concentram seus compromissos em São Paulo. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, não terá atos eleitorais e manterá apenas a agenda institucional, segundo sua equipe.
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Após lançar sua campanha no ABC paulista, região onde construiu sua trajetória como líder sindical, Lula não terá eventos eleitorais nesta segunda-feira. De acordo com sua equipe, o presidente manterá apenas compromissos institucionais.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, levará sua campanha a Minas Gerais, um dia depois de dar a largada à corrida eleitoral na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, palco de manifestações da direita nos últimos anos. O evento foi marcado por várias referências do senador ao pai.
Pela manhã, às 9h30, Flávio estará em Juiz de Fora, onde participará de uma motociata, mais um tradicional modelo adotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em direção ao local em que o progenitor sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018. Em seguida, segundo a agenda da campanha, Flávio realizará um ato político na região, por volta das 10h30.
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À noite, o candidato seguirá para Belo Horizonte, onde participará, às 19h, no Clube Mackenzie, do evento que oficializará a campanha de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais. Também estarão no ato a candidata a vice-governadora Ellen Miziara (PL) e o postulante ao Senado, deputado federal Domingos Sávio (PL).
Ronaldo Caiado, por sua vez, viajará para São Paulo. Às 12h30, o candidato do PSD participará, no Edifício Berrini One, de uma mesa sobre eleições durante o Ciclo Brasil de Ideias, promovido pelo Grupo VOTO. Depois, às 16h, o ex-governador de Goiás será palestrante na 27ª Conferência Anual Santander, no Grand Hyatt Hotel.
Candidato do Novo, Romeu Zema também terá compromissos em São Paulo. Às 14h20, participará, como palestrante, da 27ª Conferência Anual Santander. Mais tarde, às 18h30, no Shopping JK Iguatemi, o ex-governador de Minas Gerais estará no jantar anual do Centro de Liderança Pública (CLP), organização sem fins lucrativos que atua nas áreas de gestão pública e formação de lideranças políticas e governamentais.
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O candidato do Missão, Renan Santos, também passará pela Conferência Anual Santander, onde participará de uma mesa às 14h. Depois, será sabatinado pelos canais SBT News e SBT Brasil.
Balanço do primeiro dia de campanhas
A movimentação desta segunda-feira ocorre após um primeiro dia de campanha marcado por discursos sobre segurança pública e soberania e pela tentativa dos candidatos de reforçar suas próprias trajetórias. Lula escolheu o ABC paulista, berço de sua atuação sindical, para lançar a busca pelo quarto mandato, enquanto Flávio recorreu à figura do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante ato na Praia de Copacabana. Caiado e Zema, por sua vez, deram a largada nos estados que governaram, Goiás e Minas Gerais, respectivamente.
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A segurança pública apareceu como um dos principais pontos de convergência dos discursos. Lula defendeu o combate aos líderes das organizações criminosas e voltou a citar a criação de um Ministério da Segurança Pública, enquanto Flávio endossou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Caiado destacou os resultados de sua gestão em Goiás na área, Zema prometeu construir “superpresídios” e reduzir a maioridade penal, e Renan Santos (Missão) adotou um discurso de endurecimento das operações policiais.
A soberania também ganhou espaço nos atos dos dois candidatos que lideram as pesquisas. Lula defendeu a exploração e o processamento de minerais críticos pelo próprio Brasil e voltou a se contrapor aos Estados Unidos de Donald Trump. Flávio, por outro lado, afirmou ser o candidato capaz de restabelecer o diálogo com Washington e associou a perda de soberania ao avanço do crime organizado no país.

