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Após cúpula europeia, Macron diz que 26 países assumiram compromisso sobre garantias de segurança à Ucrânia

BRCOM by BRCOM
setembro 4, 2025
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Líderes europeus falaram com Trump por videoconferência ao fim de reunião de cúpula em Paris — Foto: Ludovic Marin/AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira que 26 países assumiram o compromisso de contribuir com a segurança da Ucrânia, caso um cessar-fogo ou acordo de paz seja alcançado com a Rússia. O anúncio foi feito ao fim de uma reunião de cúpula entre líderes europeus e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Paris, seguida por uma videoconferência com Donald Trump — de quem os europeus esperam receber apoio para a proposta “nos próximos dias”. Moscou manifestou que não aceitará nenhuma garantia europeia a Kiev.

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— Vinte e seis países se comprometeram a mobilizar (…) tropas na Ucrânia ou a estar presentes por terra, mar ou ar para fornecer essa segurança ao território ucraniano e à Ucrânia no dia seguinte a um cessar-fogo ou à paz — afirmou Macron ao término do encontro.

O tema das garantias de segurança contra uma futura agressão russa entrou na agenda internacional a partir de exigências da Ucrânia, que coloca a formulação de uma estrutura de defesa como um ponto de partida para as negociações para encerrar o conflito. Como uma forma de avançar sobre a questão, os europeus lançaram uma iniciativa chamada “Coalizão dos Voluntários”, com cerca de 30 aliados, incluindo França, Reino Unido, Alemanha e Polônia.

Embora Macron tenha sinalizado que o considerável número de países já concordou com um plano, os detalhes ainda não são de conhecimento público — o presidente os classificou como “extremamente confidenciais”, acrescentando porém que “os preparativos foram concluídos” em uma reunião anterior entre ministros da Defesa. Especula-se que os termos possam incluir pontos como o envio de tropas de países europeus para o território ucraniano e treinamento de tropas.

Em Moscou, a ideia de uma garantia de segurança europeia foi completamente rechaçada. Quando o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a invasão da Ucrânia em 2022, uma de suas alegações era a de que o país estaria em vias de entrar para a Otan — o que a tornaria um risco de segurança. Agora, a ideia de tropas europeias estacionadas em solo ucraniano, ou disponíveis para responder em caso de um futuro conflito, não é vista nem como um ponto de partida.

— Estas não são garantias para a segurança da Ucrânia, são garantias de perigo para o continente europeu — declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, horas antes do início da reunião europeia, acrescentando que Moscou não aceitaria a mobilização de tropas estrangeiras na Ucrânia “em nenhum formato”.

O discurso está afinado com declarações de Putin na véspera, durante viagem à China. O líder russo, afirmou que observaria a evolução da situação, mas que está disposto a “resolver” seus objetivos “por meios militares”. Entre os objetivos que os próprios russos esperam atingir estão o compromisso de que a Otan não se expandira para os territórios pós-soviéticos, que a Ucrânia assuma um status neutro e que concorde em manter um Exército e um arsenal limitado.

Líderes europeus falaram com Trump por videoconferência ao fim de reunião de cúpula em Paris — Foto: Ludovic Marin/AFP

Apesar do esforço liderado pela França, fontes europeias reconhecem que qualquer estratégia para contenção da Rússia passa pelos EUA. Trump indicou que poderia apoiar qualquer plano europeu de manutenção da paz, desde que não incluísse o envio de tropas americanas para a Ucrânia — algo que Macron indicou ter ficado claro nas negociações entre oficiais de Defesa nas semanas anteriores. O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, esteve reunido com os líderes europeus nesta quinta.

— Os europeus querem mostrar que estão fazendo a lição de casa, que são capazes de fornecer capacidades reais de segurança à Ucrânia, algo que faria a diferença após um potencial cessar-fogo — disse Martin Quencez, diretor do escritório do Fundo Marshall Alemão em Paris, ao New York Times. — Mas talvez mais importante, é uma mensagem para os Estados Unidos.

Mesmo sem as tropas americanas em solo, a ideia seria que o plano de segurança deixasse claro para Moscou que, caso atacassem novamente, entrariam em conflito com os EUA, segundo disse um funcionário do gabinete do presidente francês.

O que isso significa exatamente não está claro. Até o momento, autoridades europeias afirmaram que Washington concordou, em princípio, apenas em continuar fornecendo inteligência, satélites e supervisão aérea, além de auxiliar no comando e controle de qualquer força pós-assentamento. (AFP e NYT)

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