Candidato à Presidência pelo Avante, o escritor Augusto Cury decidiu trocar de marqueteiro poucos dias antes do início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Leandro Grôppo deixou o posto para dar lugar a Sergio Lima, que já havia colaborado com a pré-campanha do autor de best-sellers.
Ao sair da campanha de Cury, Grôppo citou divergências financeiras e ligadas à própria estratégia eleitoral. Segundo a “Folha de S. Paulo”, o marqueteiro de Romeu Zema (Novo) nas corridas bem-sucedidas ao governo de Minas Gerais contestava a falta de recursos para impulsionar posts em redes sociais, medida que considerava importante para o alcance nacional.
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A troca ocorre a dias do início do horário eleitoral gratuito, em 28 de agosto. O período segue até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. Cury terá direito a pouco mais de 30 segundos nos blocos. Para isso, contará com o trabalho de Lima, que atuou na campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
Cury é o terceiro candidato ao Planalto a trocar de marqueteiro desde o fim de julho. Paulo Vasconcelos decidiu deixar a campanha do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que, nas últimas semanas, intensificara os ataques a Flávio Bolsonaro (PL). O movimento do goiano se deu a despeito das opiniões de Vasconcelos, como mostrou a newsletter Jogo Político em julho. A guinada aconteceu sob a influência de Gracinha Caiado, mulher do candidato e primeira colocada nas pesquisas para o Senado em Goiás, que alertou o marido sobre o baixo desempenho nas redes.
Vasconcelos, aliás, era o marqueteiro preferido de Flávio para a sua campanha presidencial, conforme revelou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. Mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisou reajustar a estratégia depois que o ex-governador do Paraná Ratinho Jr desistiu do voo presidencial e deu lugar a Caiado na postulação do PSD.
Em julho, Marcos Carvalho, ex-estrategista digital de Flávio, assumiu as plataformas digitais de Caiado e acentuou divergências nos bastidores. Agora, Carvalho tocará também o marketing do ex-governador
Na última Quaest, o ex-governador aparecia numericamente empatado com Renan Santos (Missão) na marca de 4%. Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) têm 2%, cada.
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Já Flávio Bolsonaro, que apareceu na Quaest empatado tecnicamente com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) num eventual segundo turno, decidiu promover uma troca no comando de sua comunicação após uma sucessão de crises. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, anunciou a saída do jornalista Alexandre Oltramari e do publicitário Eduardo Fischer e a chegada de Duda Lima, responsável pela propaganda de Jair Bolsonaro em 2022 e um dos profissionais de marketing mais próximos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
A mudança ocorreu pouco mais de dois meses após outra reformulação da equipe de comunicação. Fischer e Oltramari haviam sido chamados no fim de maio, em meio à crise provocada pelas revelações sobre as negociações entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, em substituição ao marqueteiro Marcello Lopes, conhecido como “Marcellão”.
Nos bastidores, porém, a relação entre os dois profissionais e a campanha já vinha desgastada. Segundo interlocutores, Oltramari e Fischer decidiram deixar a equipe após se sentirem frequentemente desautorizados e terem avaliações de que suas orientações eram ignoradas ou revistas por integrantes da campanha.
Do outro lado, a saída também foi recebida com alívio por integrantes da campanha. Dirigentes do PL e auxiliares de Flávio afirmam que já havia insatisfação com a condução da comunicação, sobretudo diante da avaliação de que a equipe demorou a reagir às crises envolvendo Michelle Bolsonaro e Daniel Vorcaro e não conseguiu transformar episódios favoráveis em ganhos políticos para o candidato.

