A morte do brasileiro Lucca Cambraia Braga Ferreira, de 26 anos, ao cair da sacada de um prédio em Ibiza, na Espanha, junta-se a uma triste estatística do lugar paradisíaco: cinco turistas morreram entre o final de abril e o início de agosto. Segundo a família, o jovem estava de férias na ilha mediterrânea quando sofreu o acidente. As circunstâncias da queda ainda estão sendo apuradas pelas autoridades locais.
- Acidente trágico: Colisão envolvendo moto, carros e micro-ônibus deixa ao menos oito mortos no Sul de Minas
- COP30: diária em hotel 3 estrelas de Belém custa quase o dobro do cobrado no Copacabana Palace
Natural de Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro, Lucca mantinha perfis ativos nas redes sociais, onde compartilhava momentos de viagens, vida pessoal e profissional. No LinkedIn, ele se apresentava como cirurgião-dentista, com pós-graduação em Cirurgia Oral Menor e Endodontia Delivery. Dizia atuar também como perito judicial e trabalhar de forma autônoma. Veja abaixo outras mortes registradas por lá:
Há duas semanas, um hotel de quatro estrelas suspendeu temporariamente eventos realizados nas suas dependências depois da morte de quatro jovens turistas. O caso trágico mais recente no Ibiza Rocks Hotel, antes da morte do brasileiro, aconteceu na último dia 21, com o jogador escocês de hóquei no gelo Gary Kelly, de apenas 19 anos. Ele caiu da sacada do terceiro andar do hotel durante a madrugada e morreu no local. Segundo informações da Guarda Civil à BBC, o episódio foi tratado como uma morte aparentemente acidental.
À época, a administração do hotel decidiu fechar temporariamente as portas para eventos turísticos “em razão da gravidade da situação e por respeito aos envolvidos”. Em comunicado, a direção afirmou que “a prioridade era apoiar os afetados e seus entes queridos durante este momento incrivelmente difícil e auxiliar plenamente as autoridades em suas investigações. E que “a segurança e o bem-estar de nossos hóspedes são, e sempre serão, a maior prioridade”.
Em 7 de julho, o escocês Evan Thomson, de 26 anos, morreu ao cair da sacada do sexto andar enquanto celebrava seu aniversário com amigos. Na ocasião, os familiares criticaram a administração do hotel pela forma como lidou com o ocorrido. À época, eles alegaram que as atividades foram retomadas normalmente menos de uma hora e meia após a tragédia, com publicações nas redes sociais que promoviam uma festa na piscina.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/s/r/PkAnlrRbKlg5Mxwu1W2Q/0b3ec3b6-5577-47ed-b803-b4db0f116645.avif)
“Ibiza é conhecida por suas festas e me choca que eles não tenham precauções de segurança mais rigorosas. Rezem para que ninguém mais sofra. E, quando aconteceu, a resposta do hotel foi de partir o coração, quase como se nunca tivesse acontecido. Rezo para que nenhuma outra família passe por isso”, declarou a irmã de Evan, Teila, ao “Daily Star”.
Duas mortes foram registradas no mesmo hotel entre os dias 26 e 30 de abril. No dia 30, uma turista também britânica de 33 anos sofreu uma parada cardíaca e morreu antes da chegada de socorro. As autoridades policiais, no entanto, declararam não haver indícios de circunstâncias suspeitas.
Quatro dias antes, uma jovem italiana de 19 anos caiu do quarto andar do hotel após tentar acessar seu quarto pela varanda da área comum, por estar sem o cartão de acesso, e não resistiu. Ela havia chegado à ilha paradisíaca na véspera do acidente. Seu corpo foi encontrado por volta das 9h do dia 24.