O Hamas pediu neste domingo que os Estados Unidos pressionem Israel a avançar para a próxima fase do plano de paz para a Faixa de Gaza, depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterar sua rejeição ao acordo. A cobrança foi feita por Basem Naim, integrante do birô político do grupo palestino, em declaração à AFP.
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— Esperamos que os mediadores e o garantidor americano pressionem Netanyahu e seu governo para que cumpram o roteiro e não obstruam o processo por razões políticas internas e eleitorais — afirmou Naim.
Disputa sobre a segunda fase
A nova declaração ocorre um dia depois de o Hamas afirmar que continua disposto a implementar a segunda etapa do plano respaldado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo condiciona o avanço à aprovação de Israel e ao início da implementação do acordo por parte do governo israelense.
A segunda fase prevê, entre outros pontos, que o Hamas e outras facções palestinas entreguem suas armas a um comitê de governo palestino em Gaza. O plano também estabelece uma retirada gradual das forças israelenses de grande parte do território.
Netanyahu, no entanto, afirmou nesta semana que Israel não havia aceitado o texto apresentado pelo Conselho de Paz. Após uma reunião com o representante do órgão, Nickolay Mladenov, a posição israelense também passou a enfatizar que uma retirada de Gaza ocorreria somente após o desarmamento completo do Hamas.
Enquanto as negociações permanecem travadas, a violência no território não cessou completamente. O hospital Nasser, em Khan Yunis, informou neste sábado que três pessoas ficaram feridas por disparos israelenses. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, 1.257 palestinos morreram desde o cessar-fogo respaldado por Trump em outubro do ano passado. No mesmo período, o Exército israelense registrou cinco militares mortos.

