Após se reunir nesta quinta-feira com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o setor produtivo continuará apoiando as negociações do governo brasileiro com os americanos.
Os EUA decidiram aplicar, nesta quinta-feira, uma taxa de 12,5% sobre o Brasil e diversos outros países, alegando falhas na importação de itens de países vinculados a trabalho forçado. Essa taxa se soma à alíquota de 25% específico sobre o Brasil.
— Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando — disse o presidente da CNI.
A CNI pediu ao governo a criação de uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB) voltada a aliviar impactos das empresas prejudicadas pelas novas tarifas.
Em nota, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), cobrou uma atuação firme, técnica por parte do governo para ampliar as exceções, minimizar os impactos para as exportações brasileiras e preservar os empregos. A entidade defende a intensificação da negociação diplomática
A entidade também cobra uma atuação firme, técnica e coordenada do governo brasileiro para buscar a ampliação das exceções e a garantia de regras claras para as empresas, de modo a evitar o agravamento das barreiras impostas ao comércio entre os dois países, diz a nota.
A nota diz ainda que o adicional de 12,5% eleva a sobretaxa sobre os produtos brasileiros para 37,5%, o que dificulta o acesso ao mercado americano e coloca os exportadores brasileiros em desvantagem em relação aos países com alíquotas menores.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) disse que a nova taxa “piora o que já estava ruim”.
“Na prática, teremos um adicional de mais 2,5% em relação ao cenário atual, pois amanhã cairá a tarifa global de 10%. É um problema a mais, mas não surpreendeu o setor”, afirmou a entidade.

