Eleito vereador na cidade do Rio em 2020, no pleito seguinte Ulisses de Almeida Marins acabou ficando apenas como suplente. Suspeito de envolvimento com o Terceiro Comando Puro (TCP), o ex-parlamentar é alvo de busca e apreensão numa operação do Ministério Público estadual nesta terça-feira. Fora da Câmara dos Vereadores, Marins arrumou emprego na prefeitura do Rio no ano passado, o que só durou uma semana (sua exoneração ocorreu após análise de seu histórico). Neste ano, ele voltou a ser nomeado, desta vez no Governo Estadual, do qual foi exonerado no mês passado.
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Ulisses Marins chegou a ser nomeado como servidor municipal na gestão de Eduardo Paes, em 10 de novembro de 2025. Mas o ato foi tornado sem efeito sete dias depois, segundo a prefeitura do Rio. Ele ocuparia o cargo de assistente I na gerência de Rocha Miranda, sob o guarda-chuva da XV Região Administrativa (Madureira). Anteriormente, em 28 de outubro do ano passado, Marins também havia nomeado assistente na Subsecretaria Executiva, vinculada à Secretaria municipal de Fazenda.
Mas o município alega que, na época, analisou o histórico de Marins e a Secretaria de Integridade revogou a nomeação. Reportagens do GLOBO foram mencionadas na investigação, como uma de outubro de 2024, sobre o esconderijo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte. O espaço contava com uma placa de projeto social citando o nome de Ulisses (que teria atuado para impedir a demolição do espaço).
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Reprodução
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Outra matéria, de março do ano passado, também foi mencionada. A reportagem mostrava que políticos investigados tinham votação maior em locais perto do “resort” do tráfico no Complexo de Israel. Marins foi o mais votado em 22 dos 32 pontos consultados pelo GLOBO.
Salário de R$ 16 mil
Mas Ulisses Marins voltou a ser nomeado neste ano. A edição do Diário Oficial estadual de 5 de março traz a sua nomeação como ajudante na Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O ato foi assinado pelo então secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. Segundo consulta à transparência estadual, seu salário líquido foi de R$ 16.465,57 em abril.
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Mas em 18 de maio Marins foi exonerado pelo atual titular da Casa Civil, Flávio Willeman, que assumiu a pasta na gestão do governador em exercício Ricardo Couto. No mês passado, a remuneração de Marins foi de R$ R$ 3.582,47.
De São João de Meriti para o Rio
Segundo consulta ao sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ulisses Marins concorreu pela primeira vez em 2004. Naquela ocasião, ele tentou uma cadeira na Câmara de Vereadores de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas acabou como suplente.
No pleito seguinte, concorreu a vereador pelo Rio, mas acabou como suplente, situação que se repetiu em 2012 e 2016. Nesse período, o candidato passou por PP, PTB, PMDB e PMN. Em 2016, então, Marins conseguiu se eleger à Câmara do Rio, pelo Republicanos. Quatro anos depois, já pelo União Brasil, acabou ficando como suplente novamente.
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