O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) acredita que não conseguirá participar do primeiro debate entre os candidatos ao governo de Minas Gerais, marcado para o próximo domingo, na Band. Na mesma data, ele já havia se comprometido a lançar a campanha em Medina, no Norte do estado, ao qual promete “atenção especial” durante um eventual mandato à frente do Executivo.
Após semanas de idas e vindas da candidatura, já após o período previsto pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias, o senador confirmou que irá disputar o governo mineiro. Seu Irmão gêmeo e ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo atribui a provável ausência no embate com concorrentes à agenda no Vale do Jequitinhonha.
— Como demorou a questão da viabilidade da candidatura, infelizmente vai ter esse desencontro — destacou ao GLOBO, antes de apontar a intenção do irmão de participar em outras ocasiões, sem precisar quais ou quantas. — Mas acredito que nos próximos ele irá. Iremos ver durante a campanha. Que ele vai participar, vai. Só não vamos garantir todos.
Com o vai e vem da candidatura, os planos do próprio evento em Medina ainda não são claros. Segundo Gleidson, o que está confirmado até agora é o lançamento da campanha com a população local.
— Escolhemos lá por ser o Norte de Minas. É uma região que, se [Cleitinho] for eleito, vai ter um olhar especial — ressaltou o ex-prefeito.
Como mostrou O GLOBO, as campanhas de adversários da direita de Cleitinho recalibram as estratégias desde que o parlamentar recebeu o aval da direção do seu partido para entrar na disputa. A “recalibragem” passa pela decisão de subir o tom ou não contra o senador, pela aposta nas aparições na propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, além da corrida pelo apoio dos prefeitos do interior.
Em sua chapa majoritária, Cleitinhoconta com Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, que reúne representantes de 838 das 853 cidades do estado. A capilaridade do senador no interior, no entanto, é minimizada por aliados do atual governador Mateus Simões (PSD), que argumentam que os prefeitos podem demorar para se engajar na campanha e afirmam que o chefe do Executivo terá tempo para reunir apoios a partir do início da veiculação da propaganda eleitoral. O entorno do governador prevê que o senador poderá perder pontos nas pesquisas eleitorais nas próximas semanas em função do “vai e vem” de sua candidatura.

