Os candidatos aprovados na primeira fase do Concurso Nacional Unificado (CNU 2025) que concorrem pelas cotas terão que passar por uma etapa obrigatória de confirmação antes da prova discursiva. O Ministério da Gestão e a Enap divulgaram como será o procedimento para cada grupo: negros, indígenas e quilombolas. A etapa envolve análise documental ou verificação presencial, dependendo da ação afirmativa escolhida no momento da inscrição.
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Ao todo, 15.903 candidatos deverão participar dessa etapa. Pessoas indígenas e quilombolas terão que enviar a documentação entre 1º e 4 de dezembro, com análise entre os dias 8 e 17. Já os candidatos negros passarão por um procedimento presencial no mesmo período. A consulta ao local, data e horário estará disponível, no site da FGV, a partir de 5 de dezembro.
A maior parte dos convocados (14.651) é formada por pessoas negras. Quem concorre por essa cota deverá participar de uma verificação presencial, na mesma cidade onde fez a prova objetiva.
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A avaliação será feita por uma comissão formada por cinco integrantes, com diversidade de perfis. O procedimento é fenotípico — ou seja, baseado nas características físicas — e inclui filmagem, coleta biométrica e análise grafológica.
Quem não comparecer ou não aceitar ser filmado perde o direito à vaga reservada, mas continua concorrendo na ampla concorrência, se tiver nota suficiente.
Como será procedimento para indígenas
O procedimento para pessoas indígenas — 636 candidatos convocados — também é documental, com envio de arquivos no mesmo período, de 1º a 4 de dezembro.
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São aceitos documentos que comprovem pertencimento étnico e vínculo comunitário, como identidade com indicação étnica, declaração assinada por três integrantes indígenas da etnia ou de organização representativa, além de registros da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), escolares e de saúde, CadÚnico e comprovantes de residência em território tradicional.
A avaliação será feita por uma comissão formada principalmente por indígenas. Quem não tiver a confirmação da ação afirmativa segue na ampla concorrência, desde que tenha nota para isso.
Orientações para quilombolas
No caso das cotas quilombolas, 616 candidatos passarão por uma etapa exclusivamente documental. Os arquivos devem ser enviados pelo portal da FGV entre 1º e 4 de dezembro. São exigidos:
- Documento de identificação;
- Declaração assinada por três lideranças da associação da comunidade;
- Certificação da Fundação Cultural Palmares reconhecendo a comunidade.
A análise será feita por uma comissão composta majoritariamente por pessoas quilombolas. Quem tiver o pedido negado poderá entrar com recurso após a divulgação da lista preliminar.
A segunda edição do CNU oferece 3.652 vagas em 32 órgãos federais e já aplica o percentual ampliado de ações afirmativas. Ao todo, 35% das vagas são reservadas: 25% para negros, 5% para pessoas com deficiência, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.
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A segunda fase do concurso será realizada no dia 7 de dezembro, com prova discursiva que avalia conteúdo, argumentação e clareza de raciocínio.
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