O governo da Argentina estima que cerca de sete milhões de fiéis se mobilizem durante a visita do Papa Leão XIV ao país, entre os dias 8 e 11 de novembro. Será a primeira viagem de um Pontífice à Argentina em 38 anos. A passagem pelo país faz parte de uma turnê pela América do Sul que também inclui Uruguai e Peru.
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O antecessor de Leão XIV, o Papa Francisco, não retornou ao país natal após ser nomeado Pontífice, em 2013. O argentino morreu em abril de 2025.
Durante os quatro dias na Argentina, Leão XIV celebrará três missas em espaços abertos e participará de encontros apostólicos na capital e nas províncias de Buenos Aires e Córdoba, no centro do país, segundo a agenda divulgada pelo Vaticano. O Pontífice chegará do Uruguai e, depois da passagem pela Argentina, seguirá para o Peru.
— O programa reflete a amplitude desta visita. Em quatro dias, ele terá encontros pastorais, ecumênicos e inter-religiosos — afirmou o chanceler argentino, Pablo Quirno, em uma coletiva de imprensa ao lado de representantes da Igreja e do governo.
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A dimensão da mobilização prevista levou o governo argentino a preparar uma operação especial de segurança. Segundo a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, será “a maior operação de segurança da história” do país, envolvendo três jurisdições, três aeroportos, 11 eventos fechados e três grandes eventos, que devem reunir, ao todo, sete milhões de pessoas.
O governo também avalia decretar dias de folga especiais ou feriados nacionais para facilitar o deslocamento dos fiéis.
Agenda de Leão XIV
O Papa chegará à Argentina no domingo, dia 8, pelo aeroporto metropolitano de Buenos Aires. No mesmo dia, será recebido pelo presidente argentino Javier Milei na sede do governo e, posteriormente, se reunirá com representantes da sociedade civil.
Na segunda-feira, dia 9, o Pontífice visitará o Pequeno Cottolengo Don Orione, instituição católica que acolhe e presta cuidados a pessoas com deficiência. O grupo está entre os setores que tiveram verbas reduzidas pelo governo Milei como parte de seu ajuste fiscal.
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A visita ocorrerá enquanto o Congresso argentino analisa o orçamento de 2027 enviado pelo Executivo, que prevê novos cortes para a área.
— É uma visita pastoral, uma visita apostólica — afirmou o arcebispo de Buenos Aires, Jorge García Cuerva, ao deixar a Casa Rosada.
Segundo ele, embora a passagem do pontífice possa gerar discussões sobre questões sociais e humanitárias, não há caráter político-partidário na agenda.
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— Há muitas conclusões que podem ser tiradas da visita em termos sociais e humanitários, mas não político-partidários — acrescentou.
Em Buenos Aires, Leão XIV também terá encontros com representantes da juventude e do mundo do trabalho, além de líderes de comunidades cristãs e de outras tradições religiosas.
Argentina estima que visita do Papa Leão XIV mobilizará sete milhões de fiéis
O governo da Argentina estima que cerca de sete milhões de fiéis se mobilizem durante a visita do Papa Leão XIV ao país, entre os dias 8 e 11 de novembro. Será a primeira viagem de um Pontífice à Argentina em 38 anos. A passagem pelo país faz parte de uma turnê pela América do […]