As armas dos policiais militares envolvidos no tiroteio entre agentes que deixou um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) morto foram apreendidas para perícia. Eles já prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A troca de tiros aconteceu na madrugada de domingo, após agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) confundirem uma abordagem realizada por policiais do Bope com uma ação criminosa e efetuarem disparos contra os colegas na Rua Guilherme Moreira, na Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A Polícia Civil solicitou imagens das câmeras corporais.
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Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, os policiais do Bope realizavam uma abordagem a um veículo quando agentes do 18º BPM avistaram a movimentação. De acordo com a corporação, devido à baixa luminosidade no local, os policiais do 18º BPM teriam confundido a abordagem com uma ação criminosa e efetuado disparos contra a equipe do Bope.
Informações iniciais sobre a ocorrência apontavam que policiais patrulhavam a região quando se depararam com homens armados próximo de um Kia Sportage branco. Houve troca de tiros, e um cabo do 18º BPM foi atingido.
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Após um pedido de prioridade na rede de rádio, equipes de outros setores foram mobilizadas para prestar apoio. Um veículo blindado do Comando de Operações Especiais (COE) e duas viaturas do Bope também chegaram ao local.
Ao todo, seis policiais militares foram atingidos: cinco do Bope e um do 18º BPM. Eles foram socorridos para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, chegou morto à unidade. O agente estava na PM havia 26 anos. Ele deixou três filhos.
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O velório ocorreu na segunda-feira, no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste, onde a emoção tomou conta dos familiares. A ex-esposa e os dois filhos do subtenente choraram ao ver o corpo na capela. Antes do sepultamento, marcado para as 16h, um helicóptero do Bope sobrevoou o cemitério e lançou rosas-brancas e vermelhas em homenagem ao policial. Em terra, integrantes da tropa de elite formaram um corredor para a passagem do caixão.
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A despedida ocorreu a poucos dias do primeiro aniversário da morte de Heber, irmão de Gláudio e um dos cinco policiais mortos na megaoperação realizada em 28 de outubro de 2025, no Complexo da Penha. Gláucio estava na Polícia Militar havia quase 26 anos, a maioria deles dedicada ao Bope. Para a família, além da dor de uma segunda perda, permanece a cobrança por esclarecimentos sobre o tiroteio entre policiais militares que terminou com a morte do subtenente e deixou outros cinco agentes feridos.
— Primeiramente, a gente quer entender exatamente o que aconteceu. De primeira mão, foi falado para nós que não houve uma comunicação, e nós já sabemos que foi feita sim uma comunicação. Então, a partir de agora, a gente quer entender: quem foi comunicado? Essa pessoa passou a comunicação para todo o batalhão? Se sabiam que estavam naquela área, por que aconteceu isso tudo? — questiona Aline Viana, ex-esposa do agente.
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Por meio das redes sociais, a Polícia Militar lamentou o ocorrido e afirmou que o Governo do Estado prestará toda assistência necessária às vítimas e aos seus familiares.
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As circunstâncias do tiroteio são apuradas pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), e pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil.
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Não foi a primeira vez
Não foi a primeira vez que policiais se confundiram e entraram em confronto. Em fevereiro de 2024, policiais do Bope e do serviço reservado do 9º BPM (Rocha Miranda) trocaram tiros no Morro do Jorge Turco, na Zona Norte do Rio. O confronto durou cerca de dois minutos e terminou sem feridos. Na ocasião, a PM informou que analisaria os vídeos com as equipes operacionais para prevenir novos episódios.
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A diferença é que, em 2024, uma das equipes estava à paisana, sem farda. Câmeras de segurança da região registraram os policiais trocando tiros, muitos deles vestidos de bermuda e camiseta. Na ocorrência deste domingo, as duas equipes da PM estavam fardadas.
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Na época, o então governador Cláudio Castro lamentou o episódio e afirmou que medidas seriam tomadas. Ele disse que havia conversado com o secretário de Polícia para cobrar providências e evitar que situações como aquela voltassem a se repetir.
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Armas de agentes envolvidos em tiroteio que deixou subtenente do Bope morto são apreendidas
