Os fãs de música têm opções de peso nos cinemas esta semana. Estreia na quinta-feira “Billie Eilish — Hit me hard and soft: The tour in 3D”, um concerto imersivo co-dirigido por James Cameron que transporta o público para dentro da atual turnê da estrela pop. No mesmo dia, o documentário “Iron Maiden Burning ambition” celebra os 50 anos da banda que moldou o heavy metal, trazendo entrevistas exclusivas e registros raros. A programação ainda conta com a fábula de mistério “As ovelhas detetives”, estrelada por Hugh Jackman, e a aguardada sequência de “Mortal Kombat”, que expande o universo dos videogames nas telonas. Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz:
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‘Aqui não entra luz’
A cineasta Karoline Maia, filha de uma trabalhadora doméstica, investiga neste doc os vestígios da escravidão ainda presentes no Brasil, especialmente nos espaços de moradia, como o chamado “quarto de empregada”. Em primeira pessoa, ela revisita experiências vividas ao lado da mãe na infância e reúne relatos de outras cinco trabalhadoras e de suas famílias.
‘Billie Eilish – Hit me hard and soft: The tour in 3D’
Show-concerto imersivo da atual turnê do fenômeno pop, com co-direção de James Cameron. No setlist, hits como “Lunch”, “Birds of a Feather” e “Chihiro”.
‘Dolly – A boneca maldita’
A jovem Macy (Fabianne Therese) luta para sobreviver após ser sequestrada por uma figura monstruosa que quer criá-la como sua filha. Direção de Rod Blackhurst.
Ao longo dos tempos, alas femininas submetem-se ao acúmulo de tarefas raramente reconhecidas por “eles”. O cenário avança, mas ainda falta muito para um equilíbrio razoável. Djin Sganzerla, atriz de força e sutileza incomuns, estreou na direção em 2020, com o bem-recebido “Mulher Oceano”. Em “Eclipse”, seu segundo longa, a aparência frágil camufla sua ousadia ao assinar produção, direção, roteiro (com Vana Medeiros) e, obviamente, atuação. Ao longo da trama, o roteiro tentará dar conta de um emaranhado complexo de mulheres penalizadas — na cidade, no Brasil profundo, em casamentos de fachada até mergulhos na deep web. Bonequinho olha: leia a crítica.
Terror nacional dirigido por Ligia Walper e Tomás Walper Ruas. Acompanha moradores de um edifício em Florianópolis que passam por situações assustadoras, como sequestros diabólicos, bruxas e serial killers.
‘Era uma vez minha mãe’
Esta coprodução franco-belga conta a história real de Roland Perez, que, apesar de uma deficiência física de nascença, realizou seus sonhos graças ao amor incondicional da mãe (Leïla Bekhti). Direção de Ken Scott, que assina o roteiro ao lado do próprio Perez.
‘Hungria – A escolha de um sonho’
Cinebiografia do rapper brasiliense Gustavo da Hungria, conhecido como Hungria Hip Hop (vivido por Gabriel Santana), que soma 20 anos de carreira e mais de seis bilhões de visualizações no YouTube. Completam o elenco André Ramiro e Taty Godoy, sob direção de Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira.
‘Iron Maiden – Burning ambition’
O doc revisita os 50 anos da banda que ajudou a moldar o heavy metal, com entrevistas com os integrantes e outras celebridades como Javier Bardem e Gene Simmons, animações e imagens inéditas. Dirigido por Malcolm Venville.
Baseado no videogame e filmado para IMAX, o filme traz Karl Urban, Ludi Lin e Jessica McNamee. Na trama, Johnny Cage se une aos campeões favoritos dos fãs para enfrentar Shao Kahn na batalha decisiva pelo destino do Earthrealm.
‘Nino de sexta a segunda’
Em determinado instante de “Nino de sexta a segunda”, Zoé (Salomé Dewaels) mostra a Nino (Théodore Pellerin) o cartaz de uma retrospectiva da carreira de Marina Abramovic, intitulada “A artista está presente”, no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York. Na ocasião, Abramovic realizou uma performance, que consistiu em se sentar e permanecer imóvel diante de cada visitante, estabelecendo contato através do olhar, sem uso de palavras. Encontros intensos, evidenciados mais nas expressões dos rostos do que nas conversas, também predominam nesse filme de Pauline Loquès, conforme se pode perceber nas interações de Nino com Zoé, que conheceu nos tempos de estudante, e com os amigos. Afinal, o que Nino tem a dizer não é nada fácil: bastante jovem, ele acaba de descobrir um câncer. Bonequinho aplaude: leia a crítica completa.
‘As ovelhas detetives’
Hugh Jackman interpreta George, um pastor que lê romances policiais para suas ovelhas todas as noites. Quando um incidente misterioso abala a rotina da fazenda, os animais assumem o papel de detetives. Dirigido por Kyle Balda.
‘Top Gun: Ases indomáveis’. 40 anos depois do lançamento, o primeiro filme da franquia volta aos cinemas, com Tom Cruise no papel de Maverick, um piloto arrogante selecionado para o curso de elite da Marinha americana. Relançamento quarta.
‘Cantando estações’. A partir desta quarta, a 3° mostra de musicais ocupa salas do Estação Gávea e Estação Rio, com títulos como “Chicago”, de Rob Marshall, “Mamma mia!”, de Phyllida Lloyd, “La la land”, de Damien Chazelle e “New York, New York”, de Martin Scorsese. Ingressos via ingresso.com. Até 20 de maio.
‘Elogio do trompete’. A partir de sexta, a Cinemateca do MAM no CCBB abriga a mostra, que presta homenagem a um dos mais centrais instrumentos associados ao jazz. O programa destaca nomes como Miles Davis e outros músicos, como Clifford Brown, Dizzy Gillespie e Arturo Sandoval. Destaques incluem “O caso Richard Jewell”, de Clint Eastwood (sáb, às 14h) e “Terra estrangeira”, de Walter Salles e Daniela Thomas (dia 13, às 17h). Centro. Até 31 de maio.
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‘Orlando Senna – Cinema, Brasil e América Latina’. A Caixa Cultural, no Centro, recebe a mostra em homenagem ao cineasta, escritor e jornalista, responsável por “Iracema – uma transa amazônica”. Além de filmes dirigidos por Senna, serão exibidas produções realizadas a partir de seus roteiros, docs e um curta, e, para completar, uma exposição afetiva sobre a trajetória do cineasta e de Conceição Senna. Rua do Passeio 38, Centro. Até 10 de maio.
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Filmes que seguem em cartaz
‘2DIE4: 24 horas no limite’
Primeiro filme nacional em IMAX, acompanha a trajetória do piloto brasileiro Felipe Nasr na corrida de Le Mans, que dura 24 horas. O longa é dirigido por Salomão e André Abdala e mistura cenas reais com outras de ficção.
Baseado em romance espírita, o filme de Wagner de Assis segue um advogado que se envolve em um caso com uma história mal resolvida em vidas passadas. Com Nicolas Prattes, Beth Goulart e Lorena Comparato.
Inspirado em uma história real, este thriller policial francês acompanha Stéphanie (Léa Drucker), policial do departamento de assuntos internos, responsável pelo caso de um jovem ferido por bala de borracha durante os protestos dos Coletes Amarelos. Direção de Dominik Moll.
O filme de Bruno Bini não se destaca pela originalidade. A estrutura do roteiro é parecida com a encontrada em outras produções que apresentam tramas engenhosas por meio de idas e vindas no tempo e de lacunas que vão sendo preenchidas e explicadas ao longo da projeção. Também do mesmo modo que em algumas realizações, Bini utiliza um contexto social trágico como matéria-prima para a concepção de um thriller eletrizante. Mas, apesar de não se impor pela inovação, o resultado é competente. Não por acaso, saiu do Festival de Gramado com os Kikitos de melhor filme, ator coadjuvante (Xamã), roteiro e montagem (ambos assinados por Bini). Bonequinho aplaude: leia a crítica.
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‘A conspiração Condor’
Ambientado nos anos 1970, o thriller político dirigido por André Sturm traz Mel Lisboa como uma jornalista que começa a investigar as mortes, no mesmo ano, dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart durante a ditadura militar. Dan Stulbach e Maria Manoella completam o elenco, com participação de Pedro Bial.
O longa de estreia na direção de Kristen Stewart (que ficou conhecida pela saga “Crepúsculo”) é radical: ou o espectador mergulha fundo na trama e prende o fôlego até o fim, ou abandona o excesso de H²O no primeiro capítulo. Seu tema é recorrente, principalmente sob a direção de mulheres, que, finalmente, extravasam a violência sexual sofrida por crianças e jovens. Vítimas de homens, maridos, pais. Sim, pais. Supostamente feitos para “cuidar”, usam e abusam de suas meninas, de forma criminosa. O longa é inspirado na autobiografia da escritora estadunidense Lidia Yuknavitch, coautora do roteiro com Kristen, que merece aplausos pela ousadia da forma turva ou cristalina de representar uma jovem violentada, desde sempre, pelo pai em cenário familiar desestruturado. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
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Carolina Dieckmann interpreta Kátia Klein, uma escritora bem-sucedida que vê a vida sair do eixo diante das pressões da carreira, do casamento, dos filhos e dos pais. Sóbria há 15 anos e em busca de alívio, passa de uma simples taça de vinho ao descontrole total. Dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, com Caco Ciocler, Júlia Rabello, Irene Ravache e Daniel Filho no elenco.
‘Devoradores de estrelas’
Histórias envolvendo heróis relutantes enviados ao espaço sideral para salvar o planeta de uma ameaça misteriosa têm se provado uma das fontes de diversão mais confiáveis do cinema moderno. Além de inspirado em um best-seller, “Devoradores de estrelas” conta com o aval de astros consagrados, como Ryan Gosling (“Barbie”) e Sandra Hüller (“Anatomia de uma queda”, “Zona de interesse”). O azar do novo filme da dupla Christopher Miller e Phil Lord (a mesma de “Uma aventura Lego”, de 2014) foi transformar o livro homônimo de Andy Weir (o mesmo de “Perdido em Marte”) em argumento para um entretenimento “para toda a família”, o que, em geral, serve de desculpa para uma trama tímida, sentimental e sem imaginação. Bonequinho olha: leia a crítica.
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‘O diabo veste Prada 2’
Fazer uma sequência 20 anos após o filme original sem parecer mero caça-níqueis é um desafio. “O diabo veste Prada 2” tem dois trunfos: personagens que o espectador vai amar rever e atores à altura. A verdade é que história nem precisaria ser grandes coisas. Mas o longa do mesmo David Frankel de “O diabo veste Prada” consegue, com graça e leveza, dizer coisas relevantes sobre os tempos de hoje, seja a crise do jornalismo ou a falta de alma em um mundo obcecado com resultados financeiros. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
‘O diário da Pilar na Amazônia’
Baseado na série de livros infantis de Flávia Lins e Silva, o filme acompanha Pilar (Lina Flor), uma menina que viaja para a Amazônia com uma rede mágica herdada pelo avô e se junta à ribeirinha Maiara e a seres folclóricos para ajudar a comunidade e impedir o desmatamento. Com direção de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put.
Convidativo para quem curtiu o caos do argentino “Relatos selvagens” (2014), o americano “O drama” é uma comédia romântica de humor negro com os queridinhos Zendaya e Robert Pattison como protagonistas. Seus personagens engatam um namoro após uma cantada meio sem jeito num café e, poucos anos depois, se veem na preparação da festa de casamento. Parece uma linda história de amor, mas “O drama” capricha nas engrenagens de roteiro para bagunçar o enredo: tem reviravolta, conflito, clímax e desfecho, tudo isso bem marcado na tela como se ensina nos cursos de construção narrativa clássica. Bonequinho olha: leia a crítica completa.
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A sempre atual DR literatura-cinema ganha caso de peso: “O estrangeiro”, de Albert Camus, clássico de 1942 que chega às telas sob direção de François Ozon, co-autor do roteiro. Não se pode acusar o expoente do cinema francês de infidelidade. Longe disso. Talvez o oposto — a ousadia de transcrever, quase que palavra por palavra, atmosfera, causas e consequências de um crime cometido por um francês branco na Argélia nos anos 1930. O texto irônico e com estocadas sobre o absurdo da existência, ganha representação correta (Visconti tampouco foi longe em 1967, com Marcello Mastroianni no papel principal). Bonequinho olha: leia a crítica.
Ruy Guerra retoma, em “A fúria”, filmes importantes de sua carreira — “Os fuzis” (1964) e “A queda” (1978), esse último assinado em parceria com Nelson Xavier — através do resgate de um personagem, Mário (antes interpretado por Xavier e agora por Ricardo Blat). Ele volta para acertar as contas com os seus algozes, Salatiel (Lima Duarte) e Feijó (Daniel Filho), e se depara com um mundo dominado por autoridades inescrupulosas, perversas e corruptas. “Sou um herói imperfeito porque preciso da vingança”, assume Mário. O resultado confirma a vitalidade de Ruy Guerra — contemplado com o Prêmio Especial do Júri no Festival de Brasília de 2024 — e ganha com as marcantes atuações de um elenco composto, em grande parte, por artistas veteranos. Bonequinho olha: leia a crítica completa.
O diretor italiano Paolo Sorrentino não é chegado ao minimalismo. Mas a margem de erro é mínima ao lado de Toni Servillo, um dos grandes atores da atualidade. Juntos, pela sétima vez em “A graça”, criador (também roteirista) e criatura (Prêmio Volpi de Melhor Ator no Festival de Veneza 2025) unem forças em obra primorosa. Afinal, o que se passa na cabeça de um presidente a seis meses da aposentadoria? Armar novas alianças, tecer intrigas, derrubar uns e outros? Ficar no poder, custe o que custar? Não, nada disso. Mariano de Santis, o presidente italiano fictício, pensa. Delibera. E cultiva a ambição de chegar a um acordo consigo mesmo, fiel à Justiça, à Ética, aos filhos. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
‘Maldição da Múmia’
Nesta releitura de terror do diretor Lee Cronin (“A morte do demônio: a ascensão”), uma família se depara com uma múmia ancestral, desencadeando uma aventura sobrenatural. Com Jack Reynor, Natalie Grace e Laia Costa.
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A nostalgia e os fandoms estão em alta, e a indústria aposta em filmes com esse apelo. “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua e estrelada pelo sobrinho do cantor, Jaafar Jackson, confia em ambos para atrair o público. Nesse aspecto, o longa é um sucesso. “Michael” se concentra na primeira fase da carreira do cantor, da formação do Jackson 5 (na versão menino, ele é interpretado por Juliano Valdi), passando pelo início de sua carreira solo e o lançamento de “Thriller”, terminando com os shows da turnê “Bad” em Londres, em 1988. Bonequinho olha: leia a crítica completa.
O julgamento mais emblemático do século XX foi transformado num teatro hollywoodiano digno de Sessão da Tarde. E nada contra histórias sérias com roupagem pop. Mas a pergunta básica que um crítico sempre se faz é se o tema de um filme se encaixa no estilo. É aí que “Nuremberg” derrapa. Há um descompasso entre a atuação de [Rami] Malek e a de [Russell] Crowe. O primeiro está sempre um tom acima, com expressões exageradas e muitos trejeitos, tudo isso amplificado por uma direção que pesa a mão na montagem e nos efeitos sonoros. Bonequinho dorme: leia a crítica completa.
Rafael Infante e Dani Calabresa estrelam a comédia sobre um pai que corta um dobrado para assumir a rotina dos filhos e da casa quando a esposa resolve tirar férias. Direção de Carol Durão.
Jim Jarmush, muso do cinema independente dos anos 1980, hoje um senhor de 73 anos, já se envolveu com vampiros e zumbis ( “Amantes eternos”, “Os mortos não morrem”), solitários urbanos (“Paterson”), entre outras tribos. Sua última investida é bem mais família — “Pai Mãe Irmã Irmão”, Leão de Ouro no último Festival de Veneza. Jarmush, também roteirista e co-autor da trilha musical, oferece obra com fotografia requintada, grife Yves Saint Laurent no vestuário e elenco afiadíssimo que fala pouco, mas diz muito. Família, sob a batuta de Jarmush, não é para principiantes. Bonequinho aplaude: leia a crítica.
Estrelado por Giovanna Antonelli e Alice Wegmann, este thriller policial gravado no Pará acompanha uma policial jurada de morte em São Paulo (Antonelli) que precisa resgatar a filha, médica em missão humanitária sequestrada por garimpeiros ilegais. Dirigido por Gustavo Bonafé.
Com direção de Pedro Pinho e 3h30 de duração, essa coprodução de Portugal , Brasil, Romênia e França segue um engenheiro ambiental que aceita um trabalho em Guiné-Bissau e passa a desenvolver relações complexas com dois habitantes locais, Diára (Cleo Diára) e Gui (Jonathan Guilherme).
‘Super Mario Galaxy: o filme’
Depois de salvar o mundo, Mario e seus amigos precisam juntar forças novamente para combater Wario e Bowser Jr. Direção de Aaron Horvat e Michael Jelenic.
Considerado um dos filmes de terror mais importantes de todos os tempos, a obra-prima do italiano Dario Argento, de 1977, volta às telas. O clássico cult acompanha Suzy Banner (Jessica Harper), que vê seu sonho de estudar numa famosa escola de balé se tornar um pesadelo após uma série de assassinatos e acontecimentos inexplicáveis. Em 2018, o longa ganhou uma refilmagem por Luca Guadagnino.
O investimento num elenco formado majoritariamente por artistas idosos é louvável. Em “Velhos bandidos”, filme de Claudio Torres, Fernanda Montenegro e Ary Fontoura interpretam Marta e Rodolfo, casal envolvido num roubo a banco. Dividem o protagonismo com Vladimir Brichta e Bruna Marquezine, que fazem uma dupla de assaltantes, Sid e Nancy. As ótimas intenções, porém, superam o resultado devido à fragilidade do roteiro (de Torres, Fabio Mendes e Renan Flumian). Apesar das restrições, retoma a parceria entre Fernanda Montenegro e Claudio Torres, mãe e filho artisticamente unidos pelo cinema. Bonequinho olha: leia a crítica.
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‘Zico, o samurai de Quintino’
Até que ponto um filme sobre o maior ídolo da história do Flamengo poderia interessar a torcedores de outros times? Contrariando a expectativa de uma obra só para convertidos, o documentário “Zico, o Samurai de Quintino”, dirigido por João Wainer, equilibra a trajetória do atleta com um perfil envolvente do ser humano Arthur Antunes Coimbra. A imagem de sujeito boa praça se confirma na “resenha” com os ex-parceiros Junior e Carpeggiani. Ao abordar o período de glórias rubro-negras nos anos 80, o filme escapa das armadilhas delirantes do mengocentrismo, abrindo brecha para episódios controversos como a escandalosa arbitragem do jogo contra o Atlético-MG pela Libertadores de 1981. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

