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Ataque a faca deixa professora morta e outras duas pessoas feridas em escola na Eslováquia

Por · setembro 29, 2026
Ataque a faca deixa professora morta e outras duas pessoas feridas em escola na Eslováquia


Um aluno do oitavo ano atacou com uma faca uma colega de classe e duas professoras dentro de uma escola de Staskov, no distrito de Cadca, na Eslováquia. Uma das vítimas, uma professora de 61 anos, morreu. A polícia informou que a situação estava sob controle e que o estudante foi detido. A motivação do ataque ainda não foi divulgada.
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Uma das vítimas é uma aluna que foi transportada de helicóptero para o Hospital Universitário de Martin, segundo informações divulgadas pelo site eslovaco SME. Segundo Petra Klimesová, porta-voz do Centro Operacional do Serviço de Emergência Médica, a criança foi levada à unidade em estado crítico.
Outra vítima, uma mulher de 44 anos, sofreu um ferimento por arma branca no peito e foi encaminhada ao Hospital Universitário de Zilina. De acordo com a porta-voz da unidade, Zuzana Fialová, ela estava fora de perigo.
A terceira vítima, identificada como Bozena Mariaková, tinha 61 anos, era professora e havia sido diretora da escola. Ela sofreu ferimentos graves e morreu.
Professora havia enfrentado doença grave
Stanislav Machovcák, que afirmou ter sido vizinho de Božena e ter antepassados em comum com ela, disse que a professora havia lutado durante três anos contra uma doença grave.
— Bozena era minha vizinha, também temos antepassados em comum. Ela lutou durante três anos contra uma doença grave. Apenas duas semanas atrás, nos encontramos na rua, quando voltei de Madagascar. Nós nos abraçamos, ela perguntou como eu estava. Eu disse que estava bem, estamos vivendo — contou Machovcák.
Ele também afirmou conhecer de vista o aluno suspeito.
— Ele é criado pelos avós. A mãe dele teve uma vida complicada — disse.
Crianças foram retiradas da escola
Depois do ataque, as crianças foram retiradas gradualmente do prédio, turma por turma. Vários pais foram até o local. Uma equipe de psicólogos foi enviada para prestar assistência a alunos e professores.
Também estiveram em Staskov o ministro da Saúde, Kamil Sasko, o ministro da Educação, Tomás Drucker, e o ministro do Interior, Matús Sutaj Estok.
Autoridades lamentam ataque
O primeiro-ministro Robert Fico afirmou estar acompanhando a situação com preocupação e apresentou condolências aos familiares das vítimas.
— Estou acompanhando com grande preocupação a situação após o trágico acontecimento em Staškov. Sinto muito por isso. Expresso minhas sinceras condolências aos familiares e desejo aos feridos uma rápida recuperação e muita força — afirmou Fico.
O primeiro-ministro também disse que as escolas precisam ser lugares seguros e que, caso contrário, “não haverá futuro”.
O presidente Peter Pellegrini classificou o episódio como um sério alerta para toda a sociedade.
— Por isso, precisamos todos prestar ainda mais atenção à atmosfera que criamos na sociedade — afirmou.
O ministro da Educação, Tomás Drucker, disse que as notícias o atingiram profundamente. Ele afirmou estar pensando nos feridos, nos familiares, nas crianças e nos funcionários da escola e disse que o governo está oferecendo ajuda e apoio especializado à unidade.
Drucker também pediu que informações não verificadas não sejam divulgadas e que a privacidade das crianças e de suas famílias seja respeitada.
O ministro do Interior, Matús Sutaj Estok, afirmou que a violência nas escolas é “absolutamente inaceitável”. Ele também declarou que a presença de facas nas mãos de crianças é uma imagem trágica dos tempos atuais.
Oposição cobra medidas de segurança
Michal Simecka, presidente do partido PS, afirmou que a sociedade enfrenta um grande problema.
— Infelizmente, este está longe de ser o primeiro caso semelhante — disse.
A declaração não foi acompanhada de detalhes sobre quais outros casos ele tinha em mente.
O partido Demokrati criticou a falta, segundo a legenda, de medidas suficientes para aumentar a segurança nas escolas após a tragédia em Spisská Stará Ves.
O presidente do partido, Jaroslav Naď, afirmou que o ministro do Interior havia prometido medidas como a instalação de câmeras nas escolas, detectores de segurança e outras ações para proteger alunos e professores.
— O ministro do Interior prometeu aos cidadãos as soluções necessárias, a instalação de câmeras nas escolas, detectores de segurança e outras medidas para aumentar a segurança de alunos e professores. Nada disso ele fez depois da tragédia em Spišská Stará Ves — afirmou Naď.
Ele também defendeu a convocação do conselho de segurança diante do que considera ameaças reais.
— Se eles sabiam convocar o conselho de segurança por causa de golpes de Estado inventados, também precisam convocá-lo diante de ameaças reais — disse.
Procurador-geral faz apelo contra violência
O procurador-geral afirmou que o ataque representa mais um sério alerta diante da escalada de tensão nas relações interpessoais. Ele também pediu que a sociedade não permaneça indiferente diante de manifestações de violência, ódio e aumento da agressividade.
— É um chamado urgente para toda a sociedade, para que não permaneçamos indiferentes às manifestações de violência, ódio e crescente agressividade — afirmou.
A polícia não divulgou a motivação do aluno. O nome e a idade do estudante também não foram divulgados.

Ataque a faca deixa professora morta e outras duas pessoas feridas em escola na Eslováquia