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A ação marca a entrada oficial de Washington na guerra, iniciada por Israel em um amplo ataque na última quinta-feira à noite (sexta de madrugada no horário local). Segundo especialistas ouvidos pelo The New York Times, a decisão do presidente Trump de atacar o Irã marcou o início de um capítulo imprevisível de segurança e política no Oriente Médio.
“É uma nova fase, e potencialmente problemática”, disse Ray Takeyh, pesquisador sênior de estudos do Oriente Médio no Conselho de Relações Exteriores.
O jornal britânico The Guardian destaca que se trata de um esforço junto a Israel com o objetivo de “destruir o programa nuclear do país, em uma jogada arriscada para enfraquecer um inimigo de longa data em meio à ameaça de represálias de Teerã que poderia desencadear um conflito regional mais amplo.
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O alemão Bild explica que Trump fez questão de destacar que houve um “ataque bem-sucedido” e que “todas as aeronaves já estão fora do espaço aéreo iraniano”.
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Mais cedo neste sábado, os EUA haviam enviado para sua Base Naval de Guam, no Pacífico, seis bombardeiros B-2 — os únicos com capacidade para transportar bombas do tipo “bunker busters”, de quase 14 toneladas, projetadas para destruir bunkers subterrâneos como a fortaleza nuclear de Fordow. A manobra foi vista como um presságio de um ataque iminente de Washington, uma vez que a proximidade da base com o Oriente Médio e seu papel como centro logístico regional a tornam um ponto de partida estratégico para operações na região.
Paralelamente, os EUA já haviam enviado cerca de 30 aviões de abastecimento para a região e deslocado seu maior porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, para o leste do Mar Mediterrâneo, perto de Israel, com previsão de chegada na próxima semana. Com capacidade para cerca de 4.600 militares e até 90 aeronaves, ele se juntará a outros dois superporta-aviões americanos que já estão nas proximidades: o USS Nimitz, que estava no sudeste da Ásia, e o USS Carl Vinson, antes em operação no Oceano Índico.
Outro indicio de que Washington poderia agir ainda este sábado foi uma informação noticiada mais cedo pela AFP de que Trump, que raramente passa os fins de semana em Washington, retornaria à Casa Branca esta para uma “Reunião de Segurança Nacional” não especificada.
Há dois dias, ele advertiu que Teerã tem “no máximo” duas semanas para evitar possíveis ataques aéreos americanos, enquanto Washington avaliava se deveria se juntar à campanha de bombardeios sem precedentes de Israel.