Um ataque israelense ao sul do Líbano na manhã deste sábado (15) deixou sete mortos, o maior número de vítimas desde o acordo de cessar-fogo entre Tel-Aviv e Beirute mediado pelos EUA em junho, apontaram a agência estatal NNA e a francesa AFP.
A escalada, como foi classificada a ofensiva pela imprensa libanesa, foi aérea, executada através de ataques com aviões nos arredores do vilarejo de Ansar. Além das vítimas fatais, outras três pessoas teriam ficado feridas.
O alvo teria sido uma casa, de acordo com a NNA, que ficou destruída. Equipes de resgate e socorristas foram vistos removendo escombros e transportando as vítimas para um hospital. Outros ataques atingiram ainda o vale entre Ansar e Zarariyeh, a serra de Ali al-Taher – um morro estratégico com vista para a área de Nabatieh, e casas na cidade de Bint Jbeil, na fronteira entre Líbano e Israel.
O Hezbollah lançou um ataque contra o território israelense em março, em apoio ao aliado Irã na guerra contra Israel e EUA, incluindo o Líbano na zona de conflito e aumentando as tensões no Oriente Médio.
O contra-ataque israelense, com ofensiva aérea e invasão terrestre, teria levado à morte de mais de 4.300 pessoas até o momento, segundo as autoridades libanesas. Apesar da pausa nas hostilidades desde o acordo de junho, o Líbano ainda relatava ataques pontuais de Israel com mortos ou demolição de prédios e estruturas civis.
O acordo de cessar-fogo entre os dois países previa o desarmamento do Hezbollah, o grupo paramilitar xiita libanês, além de uma retirada gradual das forças israelenses do sul do Líbano – que receberia o Exército do próprio país.
Mas o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, acusou as autoridades libanesas de colocar as forças armadas do país sob pressão para implementar o acordo com Israel.
A ONG Human Rights Watch pediu à Organização das Nações Unidas na última semana que mantenha suas forças internacionais de paz no Líbano após o fim de seu mandato este ano, pois considera sua atuação “crucial para deter ataques contra civis e abusos de direitos humanos”. A presença da ONU na região já foi fortemente criticada por Israel, que considera sua ação ineficaz.

