Conhecida por novelas como “Passione”, “Alto astral” e “Haja coração”, Adriana Prado decidiu investir em uma nova área profissional: a corretagem de imóveis de luxo. Ela conta como decidiu trabalhar na área:
Entrevista: Ana Rosa fala do retorno às novelas após uma década, dos filhos e da relação com Dedé Santana, seu ex-marido
E mais: Guilherme Piva fala do sucesso de Edvaldo em ‘Quem ama cuida’, da relação com redes sociais e da perda de familiares: ‘Comecei a rever muita coisa’
— Eu já fiz de tudo. Se eu achar uma coisa desafiadora, vou atrás. Tem três anos e oito meses que estou nessa área. Já fiz duas novelas estando na corretagem. Entrei nesse mercado usando cara de pau. Eu trabalho numa empresa da qual comprei um imóvel 14 anos atrás e fiquei amiga dos donos, um casal que eu adoro. Nunca perdemos contato. Eu estava num “gap” de um ano, esperando uma próxima oportunidade de novela, e a situação ficou complicada para mim. Falei: “Vou tentar outra coisa”. Eu já fui dona de lavanderia, professora de inglês, já fiz serviço social, trabalhei como consultora da ONU. Falei com meus amigos, disse que nunca tinha vendido nada, mas pedi uma oportunidade para tentar e, em 15 dias, eu já tinha intermediado uma venda com auxílio, óbvio. A corretagem nada mais é do que contato humano.
Adriana trabalha com imóveis entre R$ 2 milhões e R$ 25 milhões na região do Jardim Oceânico, na Zona Oeste do Rio. Ela afirma que entrar nesse mercado foi um grande acerto e que pretende conciliar a corretagem com a carreira de atriz:
— Não vou parar. Já fiz “Reis” trabalhando na corretagem. Quando veio o convite para “Rainha da Pérsia”, eu viajei para o Marrocos, onde passei 18 dias. Fiquei com medo, mas consegui e não perdi nenhuma venda. Agora, com a experiência que eu já tenho, eu trabalho num circuito muito curtinho, que é o bairro do Jardim Oceânico (na Zona Sudoeste do Rio), que é pequeno, de luxo, que eu conheço bem porque moro nele há 17 anos. A imobiliária também fica no Jardim Oceânico, então eu tenho uma qualidade de vida. Eu vou a pé para o trabalho e almoço em casa. No mercado imobiliário, se você souber trabalhar, vai sempre ter alguma coisa entrando. Depende de mim vender ou não, ter aquele mês próspero ou não. Na televisão, assim que acaba a novela, estou na rua de novo. Eu vendo muito bem. Ano passado, eu ganhei como melhor corretora da empresa. Não existe isso de vender muitos apartamentos por mês, porque são apartamentos caros, mas é muito gratificante não ter receio do fim do mês.
Fora da TV há cerca de dois anos, ela conta que gostaria de voltar:
— Eu adoro televisão e sinto falta. Mudei muita coisa na vida para realizar esse desejo de criança. Quando vim de Brasília para o Rio, em 2009, a convite da Globo, para “Passione”, realizei um grande sonho, e ele continua vivo. Já trabalhei em todas as grandes emissoras de teledramaturgia do país. Falam em panelinhas, mas vejo apenas profissionais escolhendo parceiros de confiança. Concordo que quem não é visto, não é lembrado, mas ir a todas as estreias não garante emprego. Isso é ilusão. O que conta é talento e rede de amigos. Quem te conhece, confia em você e já viu seu trabalho. Não depende só da gente, de um único trabalho ou de estar na mídia. Depende da soma desses elementos com muitos outros fatores.
Adriana relembra o momento em que perdeu o marido, o empresário francês-croata Milko Bulc, com quem teve uma filha, a atriz Valentina Bulc:
— Ficamos só eu e a Valentina, que tinha 16 anos na época. E nós duas somos atrizes. Não é fácil. Então, vir para o mercado imobiliário foi um grande acerto. Eu tenho colegas atores que também são contadores, tenho colegas atores que fazem música, cantam em casamentos, colegas que dão aulas de inglês. Temos que noss virar, né? Esse glamour da profissão é só imaginário.
Atualmente, Valentina tem 26 anos e mora em Nova York, nos Estados Unidos. Adriana fala da saudade da filha:
— Eu estava segurando a saudade, estava bem forte, porque eu tinha entendido que ela está muito feliz lá. Eu estava bem. Aí fui assistir à Copa do Mundo. Fui lá ver dois jogos com ela. Desde que eu voltei, estou muito carente dela. Eu e Valentina sempre fomos muito grudadas, temos uma relação de muita parceria, de respeito, admiração, amor. Mas estou muito feliz por ela estar bem. O podcast dela está fazendo o maior sucesso. Eu precisava ter essa confirmação de que ela está bem, e tive. Nos falamos todos os dias, às vezes até cinco vezes por dia.
Aos 56 anos, Adriana conta como lida com a passagem do tempo:
— Ainda estou lidando muito bem. Eu esperei a crise dos 40 anos, mas ela não veio. Esperei a crise dos 50, ela também não veio. Vamos ver se a dos 60 anos vai chegar. Enquanto eu estiver bem, com saúde, eu lido bem. Eu só estou um pouco preguiçosa para fazer exercício físico, mas me considero uma pessoa de bem com isso. Não sofro, não. Mas claro que faço meu botox e tomo os meus suplementos.
TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp
Vivendo com Marco Antonio La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), a atriz afirma estar apaixonada:
— Não somos casados, mas é como se fôssemos. Moramos juntos. Quando temos a oportunidade de encontrar alguém especial e que nos faz bem, que deseja o nosso bem e que faz, em ações e em palavras, tudo isso, por que não investir?
Galerias Relacionadas
Adriana Prado em ‘Passione’ e, ao lado, em foto atual
TV Globo / Marcio Nunes e Reprodução Instagram
Marco Antonio La Porta, Adriana Prado e a filha dela, Valentina Bulc
Reprodução/Instagram
Initial plugin text

