O psiquiatra e escritor Augusto Cury, lançou nesta segunda-feira (03) sua candidatura à Presidência da República durante a convenção nacional do Avante, em São Paulo. O evento aconteceu no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Conhecido pelos livros de autoajuda, Cury vinha sinalizando disposição para concorrer ao Planalto mesmo sem estar antes filiado a um partido. Ele afirmou que chegou a conversar com outras siglas, como PSD, PSDB, MDB, PMB, Republicanos, Podemos e Novo. “Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada 100% baseada
Durante uma coletiva de imprensa, ainda em março, afirmou que tem uma “trajetória como construtor de conhecimento, com livros publicados em 90 países”. Na ocasião, também enviou um abraço ao presidente Lula (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL), aos governadores de Minas, Romeu Zema (Novo), de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), outros pré-candidatos ao Planalto.
De acordo com o autor de best-sellers, que se lançou ao Palácio do Planalto em abril, uma de suas ideias é o uso de drones com sirene e movidos por inteligência artificial como um mecanismo de combate ao feminicídio.
O presidenciável Augusto Cury
Divulgação/Avante
Cury também defende que crianças vítimas de abuso sexual devem ter acompanhamento psicológico gratuito, e que os cargos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deixem de ser vitalícios e passem a ser exercidos por meio de mandatos.
No anúncio da pré-candidatura, o escritor também afirmou que tem como proposta a criação de 10 mil clubes de empreendedorismo no país, além da qualificação de policiais e de programas para a redução da insegurança alimentar.
Já do ponto de vista educacional, Cury defendeu uma “reengenharia das escolas”, classificou os professores como “cozinheiros do conhecimento” e criticou a “radicalização agressiva”.

