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Erin Patterson foi considerada culpada, em julho, pela morte dos familiares do ex-marido — de quem estava separada — durante um almoço que começou com uma oração e uma conversa animada, mas terminou em tragédia.
Ao longo de um julgamento midiático que durou mais de dois meses, a acusada alegou que o prato de carne bovina que havia preparado foi envenenado acidentalmente com Amanita phalloides, também conhecido como “cogumelo da morte”, um dos mais letais do mundo.
Durante o processo judicial, outras alegações sobre o comportamento de Patterson nos dias que antecederam a refeição fatal foram mantidas em sigilo do júri para garantir um julgamento justo à mãe de dois filhos.
No entanto, o juiz da Suprema Corte, Christopher Beale, rejeitou nesta sexta-feira um pedido para manter essas acusações sob sigilo.
A polícia concluiu que Patterson tentou matar o ex-marido, Simon, em três ocasiões entre 2021 e 2022 — uma das principais acusações que não foram apresentadas durante o julgamento.
Ela teria servido ao ex-parceiro pratos envenenados, como macarrão à bolonhesa, frango ao curry korma e um wrap de vegetais, conforme informaram veículos de imprensa australianos.
A promotoria retirou essas acusações antes do início do julgamento, sob rígidas restrições que impediam a imprensa de divulgar os detalhes.
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Patterson retornará ao tribunal no dia 25 de agosto, quando ocorrerão as audiências que determinarão quanto tempo ela passará na prisão.
O julgamento atraiu podcasters, equipes de filmagem e entusiastas de crimes reais à cidade rural de Morwell, uma pacata vila no estado de Victoria, mais conhecida por suas rosas premiadas.