O autor do “atentado terrorista racista” que matou uma pessoa na França tinha em sua residência o livro “Mein Kampf” (Minha Luta), escrito pelo ditador nazista Adolf Hitler, informou neste sábado à AFP uma fonte próxima ao caso.
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Kévin T., de 39 anos, está detido desde a manhã de sexta-feira (23), quando disparou de dentro de seu carro, com uma arma automática, contra várias pessoas em Trappes e La Verrière, a sudoeste de Paris, deixando um morto e cinco feridos.
Esse “atentado terrorista racista”, nas palavras do presidente Emmanuel Macron, chocou a França. O chefe de Estado de centro-direita, que deixará o poder em maio, considerou o episódio um “ponto de inflexão” e pediu “unidade” e “concórdia”.
A Procuradoria Nacional Antiterrorista (PNAT) anunciou que a detenção do suspeito sob custódia policial foi prorrogada, após um “primeiro interrogatório” e enquanto as investigações continuam.
Quatro pessoas de seu círculo próximo, entre elas seus pais, também foram detidas, segundo a fonte próxima ao caso. O atirador tinha antecedentes, mas não estava sendo monitorado pelos serviços de inteligência. No momento da prisão, portava uma submetralhadora e granadas de gás lacrimogêneo, segundo fontes policiais.
Além disso, havia instalado “três botijões de gás e interruptores elétricos conectados a um temporizador” em sua residência, na cidade vizinha de Plaisir, para provocar uma explosão, explicou a PNAT.
Além do “Mein Kampf”, os investigadores também encontraram uma Bíblia e o Alcorão em seu apartamento, informou a fonte próxima ao caso.
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Centenas de pessoas se reuniram neste sábado em Trappes para homenagear a vítima: Pengo Bossio Wangi, um francês de origem africana de 26 anos, considerado uma jovem promessa das artes marciais mistas (MMA). “Não somos alvos, nossas vidas importam” e “Trappes exige justiça e verdade” eram algumas das frases escritas nos cartazes.
Entre os cinco feridos está uma menina de 12 anos que, segundo a promotoria, “continua em estado crítico”.
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