Representantes dos Estados Unidos e da China iniciaram uma nova rodada de negociações econômicas em Madri, em meio ao aumento dos esforços diplomáticos entre os dois países.
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A delegação americana, liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo representante de Comércio, Jamieson Greer, e o grupo chinês, chefiado pelo vice-premiê He Lifeng, chegaram ao local em Madri na tarde de domingo. As conversas começaram logo depois, segundo um funcionário do governo dos EUA.
As discussões devem abranger questões de comércio, economia e segurança nacional, além da situação do TikTok, da ByteDance, que enfrenta nesta semana o prazo final para fechar um acordo que garanta a continuidade de suas operações nos EUA.
Autoridades também devem preparar o terreno para uma possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping já no próximo mês, quando os líderes estão programados para participar de uma cúpula na Coreia do Sul.
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“Com seis semanas restantes antes de um possível encontro Trump-Xi durante a cúpula da Apec na Coreia, EUA e China precisam intensificar seu trabalho se quiserem apresentar resultados”, afirmou Wendy Cutler, vice-presidente sênior do Asia Society Policy Institute e veterana negociadora comercial americana, antes das conversas em Madri.
“Dada a complexidade das questões que os dois governos precisam enfrentar, combinada com a crescente confiança de Xi de que a China detém a vantagem, chegar a acordos para um possível encontro Trump-Xi não será fácil.”
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O Ministério do Comércio da China afirmou que sua delegação estará na Espanha de 14 a 17 de setembro. A viagem de Bessent faz parte de um roteiro de 12 a 18 de setembro, que inclui Espanha e Reino Unido, onde ele deve se encontrar com seus homólogos. Trump também deve visitar o Reino Unido nesta semana.
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Antes das negociações de domingo, a China lançou duas investigações contra a indústria de semicondutores dos EUA, incluindo uma investigação antidumping sobre determinados chips analógicos fabricados por empresas americanas.
As investigações ocorreram logo após os EUA adicionarem mais 23 companhias sediadas na China à sua lista de entidades, que impõe restrições a negócios considerados como “contrários à segurança nacional ou aos interesses de política externa dos EUA.”