Apontado antes da Copa do Mundo de 2026 como uma das principais forças do futebol africano, ao lado do Marrocos, o Senegal chega à última rodada do Grupo I em situação oposta à esperada. Com derrotas para França (3 a 1) e Noruega (3 a 2), os senegaleses somam zero ponto, com saldo de gols negativo. Assim, entram em campo contra o Iraque, nesta sexta-feira às 16h (horário de Brasília), precisando de uma vitória larga e de uma combinação de resultados para sonhar com o mata-mata.
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O cenário não é fácil, e o risco de eliminação precoce chama a atenção, porque contrasta com a expectativa de ser um time capaz de ir longe no Mundial. E essa frustração senegalesa se insere em um contexto ainda mais amplo de desempenho do futebol africano nesta edição.
Enquanto o Senegal amarga dificuldades, o continente vive um momento de forte presença na Copa do Mundo: África do Sul e Marrocos já estão classificados e a Costa do Marfim pode avançar com um empate contra Curaçao. Além delas, equipes como Egito, Gana, Cabo Verde, Argélia e a República Democrática do Congo ainda mantêm chances de passar para próxima fase. Das seleções africanas, apenas a Tunísia já está fora.
O Senegal aparece como possível “patinho feio” de uma campanha continental que, em tese, pode ser histórica. Em vez de liderar esse movimento, como projetado antes do Mundial, a seleção chega à última rodada da chave pressionada para evitar uma eliminação que teria forte peso simbólico no continente.
Além disso, a equipe não conta com o goleiro Mendy para a partida decisiva. Um dos astros do Senegal, o camisa 16 lesionou o joelho na segunda rodada da Copa e não conseguirá se recuperar a tempo.
A imprensa local tenta equilibrar a cobrança com a esperança. O portal Seneweb, um dos principais do país, mantém o discurso otimista ao afirmar que ainda há espaço para reação. Segundo ele, uma vitória sobre o Iraque, combinada a um bom saldo de gols, pode recolocar o Senegal na disputa por classificação, mesmo após as duas derrotas iniciais.
Já o jornal Le Soleil sustenta que apesar de um início difícil, “o povo senegalês ainda pode acreditar”. O periódico sustenta o otimismo em projeções da Football Meets Data que indicam cerca de 72% de probabilidade de avanço para o terceiro colocado do Grupo I, cenário que mantém a equipe viva na competição.
O jornal de Dakar prefere deixar de lado as críticas e focar nos bons momentos individuais de seus jogadores. Ismaïla Sarr se tornou o primeiro jogador do país a marcar em duas Copas do Mundo, após balançar as redes na derrota para a Noruega.
Outra conquista foi assinada por Ibrahim Mbaye, de 18 anos e 143 dias, que entrou para história como o mais jovem africano a balançar as redes em Mundiais, feito alcançado na estreia contra a França. A façanha foi oficializada pela Confederação Africana de Futebol (Caf).
Confronto contra o Iraque
De acordo com o favoritômetro, ferramenta do GLOBO, no confronto direto com a seleção iraquiana, o Senegal leva uma vantagem.
Além disso, a seleção africana continua contando com uma geração talentosa, liderada por jogadores experientes como Kalidou Koulibaly e o capitão Sadio Mané. A equipe também demonstrou poder de concentração, especialmente na derrota por 3 a 2 para os noruegueses, quando criou oportunidades e fez duelo equilibrado contra uma das sensações do Mundial.
Com a ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções, uma vitória na última rodada ainda pode colocar os Leões na disputa por uma das vagas destinadas aos melhores terceiros colocados.

