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Baleado no segundo assalto a mão armada que sofreu este ano, médico que dirigia carro blindado pensa em sair do Rio: 'Raio caiu duas vezes no mesmo lugar'

Baleado no segundo assalto a mão armada que sofreu este ano, o cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar pensa em sair do Rio, de acordo com sua esposa, a dermatologista Natália Aranibar. Dirigindo um carro blindado, o cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar voltava de um plantão no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na última quarta-feira (16), […]

Baleado no segundo assalto a mão armada que sofreu este ano, médico que dirigia carro blindado pensa em sair do Rio: 'Raio caiu duas vezes no mesmo lugar'


Baleado no segundo assalto a mão armada que sofreu este ano, o cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar pensa em sair do Rio, de acordo com sua esposa, a dermatologista Natália Aranibar. Dirigindo um carro blindado, o cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar voltava de um plantão no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na última quarta-feira (16), quando foi abordado por assaltantes em motos por volta das 18h nas proximidades do Maracanã, na Zona Norte. Na ação, acabou atingido por uma bala que atravessou seu braço e estraçalhou o úmero. Ele já submetido a uma cirurgia de reconstrução, e uma segunda está prevista. Nesta segunda-feira (21), seu carro passará por uma perícia.
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Segundo a esposa, o médico dirigia o seu Jeep Compass blindado em direção à residência do casal quando uma moto bateu no retrovisor do veículo. O motociclista parou logo depois e fez gestos de desculpas. Harold sinalizou que estava tudo bem e abaixou o vidro para arrumar a posição do espelho.
Foi então que uma segunda moto surgiu, por trás de seu carro, com dois homens que abordaram o médico e exigiram o telefone celular, a carteira e a aliança. Nervoso, conta Natália, Aranibar deixou o aparelho cair no chão do carro e se abaixou para pegá-lo, mas não o encontrou de primeira. Segundo ela, a demora irritou um dos assaltantes, que atirou.
O disparo atingiu o braço esquerdo do médico antes de terminar encravada no banco do motorista. Os assaltantes fugiram sem levar o celular ou o carro. Mesmo ferido, Harold arrancou com o veículo, ligou para a esposa e, na sequência, para o irmão, que é médico ortopedista.
— Fui mais uma vítima de assalto nessa selva aqui do Rio de Janeiro. Eu, com carro blindado, que já não é normal termos carro blindado, fui vítima de um golpe. Encostaram no meu retrovisor, e eu fui arrumar quando veio um cara por trás para me assaltar e terminou com um tiro no meu braço — contou o médico em suas redes sociais, nas quais também compartilhou uma foto publicada por sua esposa mostrando a marca da bala no banco do motorista.
Espota do médico Harold Benjamin Aranibar, a dermatologista Natália Aranibar posta em suas redes sociais a marca do disparo que estraçalhou o úmero esquerdo do cirurgião
Reprodução Redes Sociais
— Na hora em que ele me ligou, eu não estava com o meu telefone. Mas ele conseguiu avisar para nossa babá, que depois conseguiu entrar em contato comigo — conta Natália.
O casal tem duas filhas, uma de 5 e outra de 7 anos. Depois de falar com o irmão, Aranibar seguiu dirigindo até o hospital na Zona Sul onde recebeu atendimento e segue internado.
A primeira cirurgia, realizada neste fim de semana, teve como objetivo colocar pinos externos para fazer a fixação do osso estraçalhado. Esse é o primeiro de dois procedimentos necessários para a reconstrução. A expectativa é que o segundo procedimento, considerado definitivo, seja realizado na próxima sexta-feira ou no sábado, com a colocação de uma placa e parafusos.
Investigação
Um registro de ocorrência foi feito na 12ª DP (Copacabana), na Zona Sul, onde vive a família. Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento com agentes em busca de imagens de circuitos de segurança que ajudem na resolução do caso e que agentes devem realizar perícia no veículo da vítima na tarde desta segunda-feira.
Para a família, o episódio chama a atenção também por ter ocorrido em um trajeto que fazia parte da rotina de Aranibar. Segundo Natália, o caminho entre a casa e o trabalho era percorrido frequentemente pelo marido.
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Nas redes sociais, o médico contou que esta foi a segunda vez que sofreu um assalto a mão armada este ano. Há quatro meses, depois ter sido vítima de outra ação criminosa no trânsito, decidiu trocar o carro por um modelo blindado, julgando que estaria a salvo deste tipo de abordagem daí em diante.
— Vocês sabem que sou muito reservado em relação a minha vida pessoal, mas dessa vez eu não posso ficar quieto. Há quatro meses atrás, tive a mesma coisa, fui assaltado a mão armada com outro carro que não era blindado. Motivo que levou a comprar um blindado, mas o raio caiu duas vezes no mesmo lugar e estou nessa situação — desabafou.
De acordo com Aranibar, a mobilidade do braço e de sua mão esquerda segue preservada, o que é essencial também para que exerça sua profissão.
— A bala, graças a Deus, não atingiu nenhum nervo. Então dos mais trágicos cenários, esse aqui foi o menor e eu vou me recuperar e ficar mais forte. Mas é aquilo, a gente espera uma boa segurança pública e quando isso aconteceu quem veio ajudar? Ninguém. Estávamos eu e Deus sozinhos, tive que dirigir com um braço pendurado até conseguir chegar no porto seguro, que é o hospital em que estou internado — contou.
Agora, Natália diz que o casal chegou ao limite em relação à insegurança na cidade e pretende se organizar para deixar o Rio.
— Já estávamos ficando incomodados com a sensação de insegurança faz algum tempo. Mas depois de passar por essa situação, nós chegamos no nosso limite. Adoramos o Rio, mas infelizmente, não conseguimos mais nos sentir à vontade em viver aqui. Decidimos que vamos nos organizar para sair do estado — diz Natália.
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BRCOM