Um vídeo em que duas mulheres discutem na Praia da Barra da Tijuca, supostamente por causa do pagamento de uma massagem não solicitada, suscitou uma série de relatos semelhantes nas redes sociais. Segundo as denúncias, pessoas que se anunciam como massagistas iniciam o serviço sem que banhistas tenham concordado com ele e depois exigem pagamento.
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As imagens que viralizaram não revelam o motivo da discussão. Segundo a testemunha que gravou a cena, o desentendimento teria ocorrido entre uma suposta massagista e uma banhista que não havia solicitado o serviço, iniciado à sua revelia, e se recusava a pagar por ele.
Na confusão, a vítima, supostamente uma turista, tenta se proteger dos golpes sem reagir, enquanto a agressora grita repetidamente “Cadê meu dinheiro?”, em espanhol. Em seguida, um homem que acompanhava a turista tentar intervir na situação.
Após a divulgação das imagens, trabalhadores e frequentadores da Praia da Barra, e também da Praia de Copacabana, passaram a relatar episódios semelhantes nas redes. De acordo com os depoimentos, massagistas abordariam banhistas sem autorização prévia, iniciariam o atendimento e, em seguida, cobrariam pelo serviço. Alguns afirmam que, quando há recusa de pagamento, ocorrem intimidações e discussões.
Uma pessoa que afirma trabalhar na Praia da Barra disse ter sido agredida por integrantes do grupo na região do Posto 7 e pediu providências das autoridades.
“Eu trabalho na praia e vejo como é a abordagem dessas ‘massagistas’, elas chegam metendo a mão na pessoa sem permissão e obrigam o cliente a aceitar a massagem, elas não sabem trabalhar e intimidam os clientes a aceitar a massagem e se não querem pagar ficam agressivas fora as que aplicam golpe, pedem um preço e no final alteram o valor e obrigam o cliente a pagar”, denunciou.
Outros internautas relataram ter presenciado situações semelhantes. Um deles afirmou que uma mulher começou a realizar uma massagem sem autorização e reagiu de forma agressiva após a banhista dizer que não queria o serviço. Outro, que se identifica como trabalhador da praia, disse que alguns profissionais iniciam o atendimento antes de obter o consentimento do cliente ou, posteriormente, alteram o valor cobrado, gerando conflitos.
“Outro dia vi isso acontecer na praia. A colombiana chegou fazendo massagem sem perguntar se a moça queria, ela rejeitou e a mulher foi para cima”, escreveu.
Ordenamento
Nesta quinta-feira (16), a prefeitura lançou a operação Tolerância Zero, para reforçar a fiscalização na orla da Zona Sul, tanto no calçadão quanto na areia. No primeiro dia da ação, foram abordados 88 ambulantes e apreendidos 108 bebidas e 136 alimentos sem comprovação de procedência ou nota fiscal. Segundo o balanço divulgado pelo município, também foram recolhidos cinco triciclos, 11 carrocinhas e três veículos utilizados como depósitos irregulares. Ao longo do dia, a presença ostensiva dos fiscais esvaziou o comércio ambulante em praias como Copacabana e terminou com um protesto de camelôs, que fecharam duas faixas da Avenida Atlântica no fim da tarde em defesa do direito de trabalhar.
O esquema de ordenamento começou ainda na madrugada, com a instalação de grades no caminho para a praia entre o Leme e o Leblon. Duplas de agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) passaram a controlar os acessos à orla e a reter produtos sem procedência comprovada. O plano do município prevê o emprego de 160 agentes nas ruas 24 horas, e 69 pontos de monitoramento.
A medida foi adotada após uma série de reportagens do GLOBO mostrar a desordem reinante no cartão-postal, cujo auge foi a quebra de um “pacto de não agressão” entre facções criminosas na disputa pelo controle da orla do Leme e de Copacabana.
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