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outubro 24, 2026
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Bastidores: como fica a situação de Jardim e Boto após eliminação do Flamengo na Libertadores

Por · outubro 23, 2026
Bastidores: como fica a situação de Jardim e Boto após eliminação do Flamengo na Libertadores


A inesperada queda do Flamengo na semifinal da Libertadores não trará consequências imediatas ao futebol rubro-negro. Com o Brasileiro em disputa no próximo mês, a diretoria não vê necessidade de mudanças bruscas até lá, segundo o blog apurou.
O que não impede que a situação do técnico Leonardo Jardim e do diretor José Boto volte a ficar delicada. A decisão sobre a troca cabe novamente ao presidente Bap, que centraliza tudo no futebol.
Nos bastidores, há várias ressalvas ao trabalho da dupla portuguesa, que desde a saída do técnico Filipe Luís se uniu para conter problemas no elenco identificados e corroborados por Bap.
Boto tem contrato até o fim do ano e a não continuidade não será um empecilho, depende apenas do presidente. Jardim, com vínculo até 2027, tem multa de três salários, mas toparia um acordo.
Diretor nunca foi unanimidade
Desgastado desde o ano passado junto aos jogadores, Boto reverteu a situação momentaneamente, mas nunca foi unanimidade entre atletas e funcionários.
Em seu benefício, contou com a atuação de outros profissionais do futebol para atenuar a crise de relacionamento com alguns atletas e obteve de novas lideranças um passaporte para seguir.
No mercado, obedeceu aos critérios da diretoria sobre gastos, mas não encontrou soluções para uma série de lacunas do elenco. O clube segue sem reserva para Pedro e sem um ponta direita titular.
Outro ponto sensível foram as renovações. Agentes tentaram melhorar as condições para jogadores como Léo Pereira, Pedro, entre outros, e o relato é que Boto os “cozinhou” pensando no Flamengo.
Houve acordos para manter Pulgar e Danilo, mas os demais, como o goleiro Rossi, aguardam na fila. Depois do alto investimento na contratação de Paquetá, o clube puxou o freio de mão.
A partir daí, vários jogadores ficaram insatisfeitos. Pois como eram de um período anterior, viram nomes como Saúl, Jorginho e Royal, além do próprio Paquetá, chegarem com salários bem mais altos.
Isso ajudou a deteriorar o ambiente.
Técnico tem métodos questionados
No caso de Jardim, os métodos e escolhas do dia a dia é que pesam mais para o ambiente ruim. Especificamente sobre as estratégias de jogo ensaiadas nos treinos, há ressalvas dos atletas.
Embora reconheça a qualidade técnica do elenco, o entendimento é que Jardim não conseguiu extrair o melhor dos principais jogadores, e muitas vezes direcionou para eles a responsabilidade por isso.
Nos momentos decisivos, os atletas se mobilizaram entorno dos objetivos e das orientações, mas há focos de insatisfação em meio a alta concorrência em algumas posições.
Na hora de encaixar os atletas, Jardim também adota soluções questionáveis. Carrascal, que veio para jogar de meia, vira e mexe cai nas pontas.
Paquetá, que tem versatilidade, indicou preferência para atuar como segundo volante, mas contra o Estudiantes foi o armador por dentro mais adiantado e não rendeu.
Todo esse cenário conturbado se acalma em momentos de vitória e eclode quando a bola não entra. E no próximo mês, com o Brasileiro como obrigação, deve vir à tona cada vez mais.

Bastidores: como fica a situação de Jardim e Boto após eliminação do Flamengo na Libertadores