O bebê que ficou no centro de uma disputa judicial entre uma barriga de aluguel e seus pais biológicos passou pela primeira grande cirurgia cardíaca na manhã de segunda-feira, no Texas, nos Estados Unidos. Rumi, nome dado pelos pais, nasceu em 12 de agosto e permanece em estado “crítico e complexo”, segundo seu advogado, Lee Budner, que confirmou o procedimento ao TMZ.
A criança foi submetida à cirurgia de Norwood, uma intervenção de grande porte indicada para casos de síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo. A condição, diagnosticada durante um ultrassom feito quando McKenna West estava na 20ª semana de gestação, faz com que o lado esquerdo do coração seja subdesenvolvido e tenha dificuldade para bombear sangue para o restante do organismo.
Procedimento é o primeiro de três
A cirurgia realizada nesta semana é a primeira de três intervenções normalmente necessárias durante os primeiros anos de vida de crianças com a cardiopatia. Segundo Budner, Rumi está se recuperando sob cuidados médicos e a família pediu privacidade durante o tratamento.
— Esta é a última atualização sobre a saúde de Rumi que sua família pretende compartilhar. Seu estado permanece crítico e complexo, e sua família pede privacidade para cuidar do filho durante sua longa jornada de recuperação — afirmou o advogado ao TMZ.
O procedimento ocorre após meses de disputa entre West, enfermeira do Alasca e mãe de dois filhos, e os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed. Eles haviam pedido que ela interrompesse a gestação depois do diagnóstico, mas West se recusou e buscou alternativas para que o bebê recebesse tratamento no Texas.
Após o nascimento, Gilkar e Ahmed ficaram com a guarda física do menino. West, porém, continua reivindicando a guarda, segundo seu advogado. Budner classificou as alegações da enfermeira como “infundadas” e afirmou que elas violariam decisões judiciais anteriores do Alasca e da Califórnia.
— Esperamos refutar rapidamente essas alegações, enquanto os pais de Rumi continuam focados em sua saúde e segurança acima de tudo — disse Budner.
A disputa ganhou dimensão nacional depois que West conseguiu, na véspera do nascimento, uma decisão judicial que garantiu ao bebê acesso a tratamento médico no Texas. A ordem também determinou que ela não poderia ter contato com a criança após o parto. O caso ainda envolve processos sobre guarda e direitos parentais em diferentes estados americanos.

