À frente de uma das maiores comunidades digitais sobre espiritualidade prática e Lei da Atração no Brasil, Beth Russo tem acumulado números impressionantes: são mais de 374 milhões de visualizações no YouTube e uma audiência fiel que acompanha seus conteúdos sobre reprogramação mental e cura interior. No entanto, por trás da trajetória de sucesso, há também enfrentamentos silenciosos — muitos deles ligados ao simples fato de ser mulher.
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“Ser mulher e falar publicamente sobre espiritualidade, autoconhecimento e criação da realidade ainda desperta resistência. Existe um preconceito disfarçado de ceticismo, principalmente quando essa fala vem acompanhada de intuição, sensibilidade e conexão com algo que vai além do visível”, afirmou a influenciadora em entrevista recente.
Beth, que hoje é considerada uma das principais vozes no segmento, relata que sua autoridade no tema foi colocada em dúvida diversas vezes, especialmente nos primeiros anos de atuação. “A espiritualidade ensinada por uma mulher costuma ser tratada como algo menos sério, quase folclórico. Já quando os mesmos conceitos são abordados por um homem, com vocabulário técnico, o respeito vem automático. Essa diferença de tratamento é real e cruel”, pontua.
Segundo ela, essa descredibilização atinge não só quem ensina, mas também quem busca por esse tipo de conhecimento. “Muitas mulheres que me seguem têm vergonha de dizer que acreditam na Lei da Atração, que praticam mentalização ou visualização criativa, com medo de serem ridicularizadas. Existe um medo coletivo de assumir o próprio poder.”
Além da desigualdade de gênero, Beth também destaca o preconceito cultural que envolve a espiritualidade fora dos espaços religiosos tradicionais. “As pessoas ainda têm dificuldade de aceitar que é possível unir fé, ciência, intuição e prática cotidiana. Quando não entendem, rotulam. E, muitas vezes, ridicularizam aquilo que não conseguem explicar.”
Mesmo diante das críticas, Beth Russo segue à frente de uma comunidade que cresce a cada dia — formada, em sua maioria, por mulheres em busca de transformação emocional, reconexão interior e autonomia sobre a própria vida. Para ela, esse é o verdadeiro propósito de seu trabalho: criar pontes. “Meu papel é lembrar essas mulheres de que elas podem se libertar do que as limita. Que existe outro caminho. E que esse caminho começa dentro delas mesmas.”