Como já se esperava, a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, encerrada neste domingo (13), foi a maior de todos os tempos: 760 mil pessoas passaram pelo evento, que começou em 4 de setembro. Em 2024, a Bienal recebeu 722 mil visitantes. O faturamento médio dos expositores foi 57% maior que o da última edição.
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A 28ª Bienal foi marcada por multidões, filas, entusiasmo adolescente e vendas excepcionais de autores que já são best-sellers entre o público jovem, como a americana Lynn Painter, a autora mais vendida da Intrínseca, que registrou faturamento 85% maior que em 2024.
Raphael Montes é outro best-seller que não decepcionou. O thriller erótico “A estranha na cama”, que ele lançou no evento, ficou em primeiro lugar no estande da Companhia das Letras, seguido de “Jantar secreto”. O faturamento da editora foi 67% do que na última Bienal paulistana.
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Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, comemora “a melhor Bienal de São Paulo da história para a Alt”, o selo jovem da editora, que publica arrasa-quarteirões como a série “Rivalidade ardente”, da canadense Rachel Reid. Aliás, um livro da série, “Jogo a longo prazo”, foi o segundo mais vendido da editora, atrás de “Adversária do vilão”, da americana Hannah Nicole Maehrer.
— Crescemos 100% em relação à edição de 2024 e tivemos, sem dúvida, um dos estandes mais cheios de todo o evento. A presença de Hannah Bonam-Young e Bal Khabra, duas autoras internacionais muito queridas pelos brasileiros, tornou esta edição ainda mais especial e foi um grande sucesso — diz o editor.
O faturamento da Rocco foi 121% maior do que o de 2024 e 37% superior ao da Bienal do Rio, no ano passado. Os dez livros mais vendidos da Rocco no evento são de autoria feminina, da edição comemorativa de “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, aos livros da série “Jogos vorazes”, de Suzanne Collins.
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Na Autêntica, que faturou 84% a mais nesta Bienal, a autora mais vendida foi Paula Pimenta, com o primeiro volume de “A música da minha vida”, spin-off de “Fazendo meu filme”, um dos maiores fenômenos da literatura jovem brasileira das últimas duas décadas, que ganhou adaptação para o cinema.
Na HarperCollins, a mais vendida foi a americana Kristy Boyce, autora de romances geek como “Dungeons & Drama”, e “Dados & Disputas”. A editora reportou um crescimento de 150% no faturamento em comparação com 2024.
A Record, por sua vez, registrou um aumento de 76%. Puxadas por Carla Madeira e Babi A. Sette, as vendas de ficção nacional cresceram 30%. A editora credita parte do sucesso à “maior movimentação noturna no evento e por iniciativas de cashback nos ingressos”.
De fato, estava mais barato ir à Bienal depois do expediente. De segunda a quinta-feira, após as 17h, o ingresso saía a R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia, valores integralmente convertidos em crédito para a compra de livros no evento. De segunda a quinta, as entradas custavam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e o cashback era de R$ 15 e R$ 7,50, respectivamente. O objetivo era evitar o esvaziamento do Anhembi à noite e atrair o público adulto para o evento.
‘Encontro cultural’
Ao todo, cerca de 800 autores passaram pela Bienal, incluindo estrelas internacionais, como a americana SenLinYu, autora de “Alchemised”, fanfic de “Harry Potter” que se tornou um fenômeno no mundo todo.
As quase 3.500 horas de programação foram distribuídas por 11 espaços temáticos, como a Arena Cultural, o Salão de Ideias, o Papo de Mercado, a Alameda do Artistas e o Saúde e Bem-Estar — os dois últimos estrearam este ano.
— Esta edição histórica mostra a força da Bienal como um grande encontro cultural e também como um importante motor para toda a cadeia do livro — afirma Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organizou o evento ao lado da RX Brasil.
Bienal do Livro de São Paulo bate recorte de público e faturamento médio das editoras sobe 57%
Como já se esperava, a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, encerrada neste domingo (13), foi a maior de todos os tempos: 760 mil pessoas passaram pelo evento, que começou em 4 de setembro. Em 2024, a Bienal recebeu 722 mil visitantes. O faturamento médio dos expositores foi 57% maior que o da […]